Por: Equipe InfoMoney
31/12/08 - 12h11
InfoMoney
Todas essas informações estão presentes nos contratos de adesão do planos, embora poucas pessoas leiam e consigam interpretá-las. Por isso, a educação financeira torna-se um instrumento fundamental para a população.
Educação Financeira
Assim como português, matemática, biologia e outras disciplinas do ensino Fundamental e Médio, a educação financeira deveria ser acessível a todos.
De acordo com o Keyton Pedreira, gerente de Negócios da Kiman Solutions, a educação financeira já deveria estar presente no currículo escolar.
"Saber lidar com o dinheiro é fundamental. Aqui, no Brasil, isso é restrito a quem faz um curso superior na área, o que é um erro. Todos deveriam ter noções básicas pelo menos para saber investir e planejar seu orçamento", afirma Keyton.
Planos de previdência
Quando o assunto é previdência privada, a educação financeira pode ser uma grande aliada.
Segundo a sócia da OTBX Soluções, consultoria especializada em previdência complementar, Sandra Lima Santos, a educação financeira é muito útil para quem quer investir em planos de previdência privada.
"O contribuinte bem informado sobre o seu plano de previdência pode aumentar a sua participação de forma efetiva e garantir uma rentabilidade maior, como alocar uma maior parte de suas reservas para a renda variável, caso as ações de sua seguradora estejam com um bom rendimento. Além disso, a educação financeira pode permitir, no futuro, uma reclamação, caso o segurado se sinta prejudicado pela administração do seu plano de previdência", revela Sandra.
Lições básicas
Para Pedreira, a educação financeira pode auxiliar as pessoas que possuem planos de previdência a entender conceitos básicos, como, por exemplo, o que é uma renda fixa ou uma renda variável, as vantagens e desvantagens de cada uma e, sobretudo, quando começar a planejar a aposentadoria.
"Um plano de previdência privada é fundamental para a garantia de uma boa aposentadoria no Brasil. E, quanto antes começar, melhor. Aqueles que não tiverem um plano de previdência privada devem estar preparados para viver com um orçamento reduzido. A tendência é de que, daqui a 30 anos, o INSS só consiga estabelecer o teto de um salário mínimo para os seus contribuintes, caso haja a manutenção do histórico de correções", diz Keyton.
O consultor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Luiz Jurandir Simões de Araújo, ressalta, também, que a educação financeira permite à pessoa escolher melhor o seu plano de previdência.
"Na hora de escolher um plano de previdência complementar, uma pessoa com noções de educação financeira irá ficar atenta a aspectos que passam desapercebidos pela maioria da população, como a qualificação dos gestores dos planos, questionando a quantidade de analistas e o tipo de relatório utilizado para verificar os rendimentos", finaliza o consultor.
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