Ano novo, dinheiro novo: como investir em 2009?
Por: Patricia Alves
31/12/08 - 10h33
InfoMoney
SÃO PAULO - O ano de 2008 acaba em meio a incertezas com relação ao rumo da economia mundial. Crise de crédito, volatilidade do dólar, altas e baixas das bolsas de valores. E para 2009, como se preparar financeiramente, principalmente com relação aos investimentos?
"2009 será um ano de parcimônia, um período de as pessoas terem mais cuidado com o dinheiro, os gastos e as aplicações", prevê Mauro Calil, professor e educador financeiro do Calil & Calil - Centro de Estudos e Formação de Patrimônio.
Diante deste cenário, qual é a melhor aplicação para o ano que vem?
Decisão individual
Quando se trata de investimento, não existe aplicação melhor ou pior, existe, sim, aquela que mais se encaixa em seus objetivos e condições financeiras. "Assim, o primeiro passo antes de investir é que a pessoa se conheça financeiramente e tenha certeza que tem dinheiro sobrando", explica Calil.
Para identificar seu perfil, alguns pontos devem ser analisados:
Segundo o professor, o primeiro passo para um bom planejamento financeiro, envolvendo investimentos, é a criação de um "colchão de emergência", ou seja, uma quantia que esteja disponível para situações inesperadas, como desemprego ou um problema de saúde da família. "Eu sugiro que esse colchão seja o equivalente a um ano de despesas", indica.
Para Calil, no período de formação desta reserva de emergência, esse dinheiro deve ser alocado em renda fixa, pois são operações de risco mais baixo, com taxas pré-fixadas. "Acredito em uma queda de juros a partir do segundo trimestre ou segundo semestre do ano que vem. Assim, investimentos em renda fixa, com juros pré-prefixados, são mais interessantes em um prazo maior", argumenta.
Renda variável
Após a formação da reserva de emergência, é hora de pensar em renda variável. "As ações das empresas brasileiras ainda estão bem baratas", afirma Calil.
No entanto, segundo o professor, para entrar no mercado de renda variável existe uma regra básica: "quanto mais jovem for, mais pode carregar seus investimentos em renda variável, pois tem o tempo a seu favor e, no longo prazo, nada ganha das boas empresas listadas na bolsa de valores". Agora, para quem tiver um tempo mais "apertado", é melhor buscar aplicações mais conservadoras, que lhe garantam um ganho menor, porém mais seguro.
Segundo Calil, o percentual de alocação dos investimentos em renda variável pode seguir a seguinte divisão por faixa etária:
Para Mauro Calil, em 2009, as pessoas estarão mais preocupadas com a sua saúde financeira, mas ainda é necessária muita cautela, quando o assunto é dinheiro. Assim, para os investidores iniciantes, a dica é ir com calma.
"As pessoas que usarem a bolsa de valores com sabedoria vão, a partir do segundo semestre de 2009 e até os outros três anos seguintes, verem o seu dinheiro crescer bastante", prevê Calil. "Mas é necessário consciência de que estão investindo na bolsa, e não em um cassino", finaliza.
Para Investir: www.ipeinvest.com.br
Para Aprender: www.ipeeducacao.com.br
Para Informar-se: www.deolhonomercado.com.br
Blog: blog.ipeinvest.com.br
"2009 será um ano de parcimônia, um período de as pessoas terem mais cuidado com o dinheiro, os gastos e as aplicações", prevê Mauro Calil, professor e educador financeiro do Calil & Calil - Centro de Estudos e Formação de Patrimônio.
Diante deste cenário, qual é a melhor aplicação para o ano que vem?
Decisão individual
Quando se trata de investimento, não existe aplicação melhor ou pior, existe, sim, aquela que mais se encaixa em seus objetivos e condições financeiras. "Assim, o primeiro passo antes de investir é que a pessoa se conheça financeiramente e tenha certeza que tem dinheiro sobrando", explica Calil.
Para identificar seu perfil, alguns pontos devem ser analisados:
- Valor: quanto você pode investir?
Planeje metas confortáveis e de acordo com seu orçamento. Não adianta investir todo o seu 13º salário hoje, se amanhã terá de resgatá-lo. É melhor investir uma pequena parte do valor e deixá-lo aplicado por bastante tempo do que colocar uma grande quantia e precisar dela depois. Definido o valor, verifique as aplicações que permitem o aporte de acordo com o seu planejamento.
- Prazo: por quanto tempo você quer e pode manter o dinheiro investido?
Quando "expira" sua meta? A melhor aplicação para você vai depender do tempo que tiver para investir. Avalie o tempo mínimo de investimento de cada aplicação e escolha aquela que condiz com seus objetivos.
- Risco e retorno
As duas variáveis estão diretamente ligadas, ou seja, quanto maior o risco que quiser, e puder, correr, maior será o retorno do seu investimento.
Segundo o professor, o primeiro passo para um bom planejamento financeiro, envolvendo investimentos, é a criação de um "colchão de emergência", ou seja, uma quantia que esteja disponível para situações inesperadas, como desemprego ou um problema de saúde da família. "Eu sugiro que esse colchão seja o equivalente a um ano de despesas", indica.
Para Calil, no período de formação desta reserva de emergência, esse dinheiro deve ser alocado em renda fixa, pois são operações de risco mais baixo, com taxas pré-fixadas. "Acredito em uma queda de juros a partir do segundo trimestre ou segundo semestre do ano que vem. Assim, investimentos em renda fixa, com juros pré-prefixados, são mais interessantes em um prazo maior", argumenta.
Renda variável
Após a formação da reserva de emergência, é hora de pensar em renda variável. "As ações das empresas brasileiras ainda estão bem baratas", afirma Calil.
No entanto, segundo o professor, para entrar no mercado de renda variável existe uma regra básica: "quanto mais jovem for, mais pode carregar seus investimentos em renda variável, pois tem o tempo a seu favor e, no longo prazo, nada ganha das boas empresas listadas na bolsa de valores". Agora, para quem tiver um tempo mais "apertado", é melhor buscar aplicações mais conservadoras, que lhe garantam um ganho menor, porém mais seguro.
Segundo Calil, o percentual de alocação dos investimentos em renda variável pode seguir a seguinte divisão por faixa etária:
- Até 30 - 35 anos: até 50% em renda variável (perfil agressivo)
De 36 a 54 anos: 30% em renda variável (perfil moderado)
Acima dos 55 anos: 15% em renda variável, tendendo a zero com o passar do tempo (perfil conservador). "Nesta fase da vida, é melhor pensar mais em segurança e ser menos agressivo", aconselha o professor.
Para Mauro Calil, em 2009, as pessoas estarão mais preocupadas com a sua saúde financeira, mas ainda é necessária muita cautela, quando o assunto é dinheiro. Assim, para os investidores iniciantes, a dica é ir com calma.
"As pessoas que usarem a bolsa de valores com sabedoria vão, a partir do segundo semestre de 2009 e até os outros três anos seguintes, verem o seu dinheiro crescer bastante", prevê Calil. "Mas é necessário consciência de que estão investindo na bolsa, e não em um cassino", finaliza.
Para Investir: www.ipeinvest.com.br
Para Aprender: www.ipeeducacao.com.br
Para Informar-se: www.deolhonomercado.com.br
Blog: blog.ipeinvest.com.br




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