SÃO PAULO - Uma das principais recomendações para quem pretende investir no mercado de ações é a diversificação. Afinal de contas, o perfil de risco do investimento em ações é maior do que em outras aplicações, e, como se pode concluir do velho ditado, colocar os ovos em cestas diferentes pode ser bem menos arriscado.
Diversificar é fundamental, de forma que o investidor deve montar uma carteira de ações que apresentem baixa correlação entre si, o que acaba reduzindo o risco. Mas uma pergunta importante que fica é: quantas ações são necessárias para obter uma boa diversificação?
Não existe consenso
A resposta não é simples, já que não existe consenso. Mais do que o número de ações é fundamental que a carteira seja composta por papéis que ofereçam diversificação efetiva. Uma carteira composta por três ações de setores diferentes pode ser mais eficiente do ponto de vista de diversificação do que um portfolio composto por 10 ações do mesmo segmento.
Outro ponto importante diz respeito ao volume investido. Para um investidor com R$ 10 mil, por exemplo, pode ser mais interessante ter uma carteira com 5 ações do que com 20 papéis. Considerando o lote mínimo de boa parte das ações que negociam na Bovespa, vale a pena investir em menos papéis do que ter que recorrer ao mercado fracionário.
Diversificação entre classes de ativos
Não é somente dentro de uma carteira de ações que o investidor deve diversificar. Embora varie de acordo com diversos fatores, a alocação em ações deve quase sempre ser uma minoria dentro de uma carteira de investimentos. Imagine o que pode significar dividir esta fatia, que pode não ser grande, em mais 10 pedaços...
Neste contexto, os fundos de ações podem aparecer como uma alternativa viável, já que permitem o acesso a uma carteira diversificada com valores relativamente baixos. O mesmo se aplica ao fundo de índice PIBB, que traz o investimento em 50 ações por um mínimo de R$ 300,00.
Cinco no mínimo
E como saber se vale a pena investir diretamente em ações ou comprar um fundo? Dentre os vários fatores que devem, ser considerados, certamente o número de ações é um deles. A recomendação para que alguma diversificação seja atingida é montar uma carteira de pelo menos cinco ações.
Para quem tem mais para investir, o número de ações pode ser maior, com alguns analistas acreditando que de 10 a 15 pode ser uma quantidade adequada. Porém, como mencionado acima, não existe consenso, já que cada carteira e cada investidor têm um perfil diferente.
Cuidado para não diversificar demais
Por outro lado, o investidor deve também tomar cuidado para não diversificar demais. Muitas vezes, buscando diversificar em excesso, o investidor corre o risco de alocar apenas uma parcela pequena da carteira para aqueles papéis em que realmente acredita.
Nestas horas é bom lembrar de algumas palavras de Warren Buffet, um dos mais bem sucedidos investidores norte-americanos: " diversificação total é necessária somente quando os investidores não sabem o que estão fazendo".
Para Investir: www.ipeinvest.com.br
Para Aprender: www.ipeeducacao.com.br
Para informar-se: www.marketwatch.com.br
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Investimento em ações: saiba como montar e gerir sua carteira de longo prazo
Quando falamos em investimentos de longo prazo, as primeiras coisas que vêm à mente são os planos de previdência privada, poupança ou os certificados de depósito bancários (CDB's). No entanto, há alternativas para os investimentos de longo prazo também no mercado de renda variável.
Planejar seu investimento de longo prazo através da compra e venda de ações pode ser mais rentável e não tão arriscado quanto se imagina. Diversos ativos são considerados seguros e vêm apresentando rentabilidade superior a diversas outras formas de investimentos.
Escolhendo os ativos da carteira
Para montar sua carteira de longo prazo estipule um prazo que corresponda com as suas necessidades e com seus objetivos, e comece com um capital que não lhe fará falta caso você precise dele com urgência. O simples fato de ter uma carteira de ações de longo prazo já reduz o risco inerente a este mercado, pois em um período maior de tempo, você também tem maiores chances de recuperar possíveis perdas.
Procure montar sua carteira com ativos de empresas que possuem bons fundamentos, endividamento coerente com os ganhos e estrutura operacional eficiente. É importante observar também se a empresa está bem posicionada em seu mercado e quais as perspectivas para o setor e para a empresa.
Ao adotar esta postura, você evita riscos desnecessários como comprar ações de empresas que já apresentam problemas financeiros. Não dê tiros no escuro, saiba o que há por trás da ação que você comprou e conheça mais sobre a empresa. Além disso, é importante que o papel tenha liquidez em bolsa, desta forma caso você precise resgatar o dinheiro com urgência, você o fará com mais facilidade.
Determinando o peso do ativo
Ao entrar no mercado de ações, procure fazê-lo de forma gradativa, não aplique todo seu dinheiro de uma só vez. E lembre-se de ter sempre uma reserva, que pode ser uma aplicação em renda fixa, como uma forma de se assegurar de possíveis perdas.
Outro ponto importante a ser observado ao montar sua carteira, é o peso que os ativos terão em sua carteira, ou seja, quanto de cada ativo sua carteira terá. Recomenda-se aplicar no máximo 20% em cada ação, lembrando sempre que a diversificação reduz o risco, já que perdas com uma ação X podem ser compensadas com ganhos de uma ação Y.
Gire parte de sua carteira
Uma estratégia bastante interessante a ser adotada, em conjunto com uma carteira de longo prazo, é a criação de um fluxo de caixa. Assim, para evitar que o dinheiro aplicado fique completamente parado, e que você possa obter ganhos periódicos, procure movimentar parte de sua carteira.
Por exemplo, supondo que você tenha uma carteira planejada para um prazo de dez anos, você não precisa necessariamente ficar com todos os ativos "parados" e apenas "resgatar" o dinheiro ao final do prazo estipulado. Uma sugestão é que você venda parte de um ou mais ativos sempre que eles tenham acumulado um certo nível de rendimento, considerado favorável para você.
Hedge natural em dólar
Para dar mais agilidade à sua carteira, você também pode escolher um ativo específico de giro, ou aquele que será negociado no curto prazo. Mas é importante lembrar que, se por um lado, o ativo de curto prazo pode lhe trazer ganhos mais rápidos, por outro lado, ele também requer maior atenção, já que o timing para a compra ou a venda costuma ser menor.
Outra estratégia que pode ser adotada é escolher ativos que lhe fornecem um hedge natural em dólar, ou seja, ativos que podem lhe proporcionar ganhos em caso de valorização da moeda norte-americana.
Assim, empresas que possuem grande parte de sua receita atrelada ao dólar, ou seja, grandes exportadoras, e com alavancagem e endividamento reduzidos, podem lhe proporcionar esta segurança. As ações da Vale do Rio Doce são um exemplo que podem exercer este papel em sua carteira.
Atente para os dividendos
Você também pode optar por ativos que pagam dividendos elevados, já que estes também podem proporcionar bons ganhos ao longo do tempo, através do reinvestimento dos dividendos pagos.
Por fim, atente também para a valorização de sua carteira como um todo, e não de um determinado ativo, de forma que toda sua carteira deve apresentar um bom desempenho e não uma ação específica. Note que se um ativo de pouco peso em seu portfólio tiver um bom desempenho, este será superado por outro ativo que tiver peso maior e desempenho negativo.
Para saber mais sobre diferentes estratégias de investimentos leia também Investimento em ações: planejamento estratégico pode reduzir o risco.
Para Investir: www.ipeinvest.com.br
Para Aprender: www.ipeeducacao.com.br
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Planejar seu investimento de longo prazo através da compra e venda de ações pode ser mais rentável e não tão arriscado quanto se imagina. Diversos ativos são considerados seguros e vêm apresentando rentabilidade superior a diversas outras formas de investimentos.
Escolhendo os ativos da carteira
Para montar sua carteira de longo prazo estipule um prazo que corresponda com as suas necessidades e com seus objetivos, e comece com um capital que não lhe fará falta caso você precise dele com urgência. O simples fato de ter uma carteira de ações de longo prazo já reduz o risco inerente a este mercado, pois em um período maior de tempo, você também tem maiores chances de recuperar possíveis perdas.
Procure montar sua carteira com ativos de empresas que possuem bons fundamentos, endividamento coerente com os ganhos e estrutura operacional eficiente. É importante observar também se a empresa está bem posicionada em seu mercado e quais as perspectivas para o setor e para a empresa.
Ao adotar esta postura, você evita riscos desnecessários como comprar ações de empresas que já apresentam problemas financeiros. Não dê tiros no escuro, saiba o que há por trás da ação que você comprou e conheça mais sobre a empresa. Além disso, é importante que o papel tenha liquidez em bolsa, desta forma caso você precise resgatar o dinheiro com urgência, você o fará com mais facilidade.
Determinando o peso do ativo
Ao entrar no mercado de ações, procure fazê-lo de forma gradativa, não aplique todo seu dinheiro de uma só vez. E lembre-se de ter sempre uma reserva, que pode ser uma aplicação em renda fixa, como uma forma de se assegurar de possíveis perdas.
Outro ponto importante a ser observado ao montar sua carteira, é o peso que os ativos terão em sua carteira, ou seja, quanto de cada ativo sua carteira terá. Recomenda-se aplicar no máximo 20% em cada ação, lembrando sempre que a diversificação reduz o risco, já que perdas com uma ação X podem ser compensadas com ganhos de uma ação Y.
Gire parte de sua carteira
Uma estratégia bastante interessante a ser adotada, em conjunto com uma carteira de longo prazo, é a criação de um fluxo de caixa. Assim, para evitar que o dinheiro aplicado fique completamente parado, e que você possa obter ganhos periódicos, procure movimentar parte de sua carteira.
Por exemplo, supondo que você tenha uma carteira planejada para um prazo de dez anos, você não precisa necessariamente ficar com todos os ativos "parados" e apenas "resgatar" o dinheiro ao final do prazo estipulado. Uma sugestão é que você venda parte de um ou mais ativos sempre que eles tenham acumulado um certo nível de rendimento, considerado favorável para você.
Hedge natural em dólar
Para dar mais agilidade à sua carteira, você também pode escolher um ativo específico de giro, ou aquele que será negociado no curto prazo. Mas é importante lembrar que, se por um lado, o ativo de curto prazo pode lhe trazer ganhos mais rápidos, por outro lado, ele também requer maior atenção, já que o timing para a compra ou a venda costuma ser menor.
Outra estratégia que pode ser adotada é escolher ativos que lhe fornecem um hedge natural em dólar, ou seja, ativos que podem lhe proporcionar ganhos em caso de valorização da moeda norte-americana.
Assim, empresas que possuem grande parte de sua receita atrelada ao dólar, ou seja, grandes exportadoras, e com alavancagem e endividamento reduzidos, podem lhe proporcionar esta segurança. As ações da Vale do Rio Doce são um exemplo que podem exercer este papel em sua carteira.
Atente para os dividendos
Você também pode optar por ativos que pagam dividendos elevados, já que estes também podem proporcionar bons ganhos ao longo do tempo, através do reinvestimento dos dividendos pagos.
Por fim, atente também para a valorização de sua carteira como um todo, e não de um determinado ativo, de forma que toda sua carteira deve apresentar um bom desempenho e não uma ação específica. Note que se um ativo de pouco peso em seu portfólio tiver um bom desempenho, este será superado por outro ativo que tiver peso maior e desempenho negativo.
Para saber mais sobre diferentes estratégias de investimentos leia também Investimento em ações: planejamento estratégico pode reduzir o risco.
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Investindo em ações: cinco dicas para montar uma boa carteira
Se você já investe ou pensa em aplicar no mercado de ações, certamente já recebeu algum conselho ou recomendação no sentido de não investir somente em uma ação, mas sim montar uma carteira com mais do que um ativo, visando reduzir o risco que você corre.
O princípio é bastante simples e está em linha com o conceito popular de nunca colocar todos os ovos em uma cesta só. Investir em vários ativos simultaneamente acaba reduzindo o risco que você toma, pois enquanto um papel cai, outro pode estar subindo, o que acaba reduzindo a probabilidade de perdas expressivas, que é certamente o maior pesadelo para quem investe em ações.
Dicas para montar uma carteira
Antes de montar uma carteira de ações, vale a pena entender melhor alguns conceitos e seguir algumas recomendações simples, visando melhorar a qualidade da carteira e correr riscos menores. Lembre que o princípio de carteira é exatamente o usado em fundos de investimento em ações, que, em sua grande maioria, investe em uma carteira diversificada de ativos.
Abaixo, listamos cinco regras básicas para montar uma carteira de ações:
1 - Pelo menos cinco ações
Em relação à quantidade de ações em uma carteira, não existe o número ideal, mas carteiras com mais ativos tendem a mostrar um melhor desempenho em relação à redução de risco. Afinal de contas, quanto mais cestas, menor o prejuízo, em termos de ovos quebrados, quando uma delas cai.
Considerando as limitações existentes e, muitas vezes a falta de opções interessantes de investimento, acreditamos que montar uma carteira com pelo menos cinco ativos faça sentido, desde que a escolha de ativos siga as orientações abaixo.
2 - Diversifique o setor
A idéia por trás de uma carteira é reduzir os riscos, portanto nada de incluir ativos com riscos semelhantes na mesma carteira. De fato, quanto mais "diferentes" forem os ativos, maior a probabilidade de ter uma carteira realmente diversificada. Neste sentido, "diferentes" são considerados ativos que reagem de forma diversa ao impacto de uma determinada mudança no mercado.
Vamos imaginar, por exemplo, uma carteira com Aracruz e VCP. Embora as empresas tenham diferenças, ambas estão bastante expostas aos preços internacionais da celulose e do papel, além de serem sensíveis às alterações na cotação do dólar, pois são exportadoras. Além disso, a VCP é uma das principais acionistas da Aracruz. Com tudo isso, a probabilidade de ambas caminharem na mesma direção é bastante grande.
Uma alternativa muito mais interessante é tentar diversificar o setor, pois os diversos setores tendem a reagir de forma diferente às mudanças no cenário econômico ou corporativo. Por exemplo, se você tem ações de empresas exportadoras, vale a pena diversificar com algumas que possuam boa parte de suas receitas no mercado interno.
Assim, analise de perto as seguintes variáveis: o impacto de mudanças na cotação do dólar, aumento de juros tanto no Brasil como nos EUA, variação nos preços internacionais de commodities e outros. Para diversificar, o ideal é que as empresas reajam de forma diferente à combinação destas e outras variáveis.
3 - Investir por quanto tempo?
Você tem que definir, antes de montar sua carteira, qual a perspectiva de tempo que você tem para os recursos investidos. Afinal, pouco adianta montar uma carteira com ações que mostram bom potencial de longo prazo se você vai precisar do dinheiro em dois meses.
Considerando esta perspectiva, você pode montar uma carteira composta somente por papéis com perspectiva de longo prazo ou, talvez, caso queira investir por pouco tempo, somente olhando no curto prazo. O melhor, porém, é abrir espaço tanto para papéis que podem subir ou no curto ou no longo prazo, em uma proporção que vai variar de acordo com sua necessidade de recursos.
4 - Foco em empresas líderes
Uma importante lição é concentrar uma parte importante da carteira em ações de empresas líderes, as chamadas blue chips, principalmente para quem está montando uma carteira com objetivos de médio e longo prazo. Embora talvez valha a pena investir parte dos recursos em papéis mais especulativos, buscando aumentar a rentabilidade, o "coração" da carteira deve ser de papéis de boa qualidade.
Para descobrir quais são estas empresas, analise o setor e veja qual a participação da empresa no mercado, analise seu desempenho recente e suas perspectivas. Entre algumas empresas que "cabem" perfeitamente nesta definição, podemos encontrar Petrobrás, Vale do Rio Doce, Telemar, Gerdau, Usiminas, AmBev, etc.
5 - Cuidado com mudanças constantes
Uma boa carteira é aquela no qual o investidor consegue um bom retorno com o menor risco possível. Assim, fazer alterações na alocação da carteira, sempre que um objetivo de preço for alcançado, pode trazer benefícios, tanto em termos de risco como retorno.
Fique de olho em mudanças na relação de preços entre ativos com perfil próximo, como, por exemplo, ações preferenciais ou ordinárias da mesma empresa, ou mesmo papéis dentro de um mesmo setor. Muitas vezes o mercado cria oportunidades para quem está de olho, justificando uma mudança, mesmo que reversível depois, na composição da carteira.
Porém, fique atento aos custos envolvidos, já que muitas vezes um excesso de mudanças pode acabar trazendo custos, principalmente de comissões, maiores do que os ganhos com estas alterações de alocação.
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O princípio é bastante simples e está em linha com o conceito popular de nunca colocar todos os ovos em uma cesta só. Investir em vários ativos simultaneamente acaba reduzindo o risco que você toma, pois enquanto um papel cai, outro pode estar subindo, o que acaba reduzindo a probabilidade de perdas expressivas, que é certamente o maior pesadelo para quem investe em ações.
Dicas para montar uma carteira
Antes de montar uma carteira de ações, vale a pena entender melhor alguns conceitos e seguir algumas recomendações simples, visando melhorar a qualidade da carteira e correr riscos menores. Lembre que o princípio de carteira é exatamente o usado em fundos de investimento em ações, que, em sua grande maioria, investe em uma carteira diversificada de ativos.
Abaixo, listamos cinco regras básicas para montar uma carteira de ações:
1 - Pelo menos cinco ações
Em relação à quantidade de ações em uma carteira, não existe o número ideal, mas carteiras com mais ativos tendem a mostrar um melhor desempenho em relação à redução de risco. Afinal de contas, quanto mais cestas, menor o prejuízo, em termos de ovos quebrados, quando uma delas cai.
Considerando as limitações existentes e, muitas vezes a falta de opções interessantes de investimento, acreditamos que montar uma carteira com pelo menos cinco ativos faça sentido, desde que a escolha de ativos siga as orientações abaixo.
2 - Diversifique o setor
A idéia por trás de uma carteira é reduzir os riscos, portanto nada de incluir ativos com riscos semelhantes na mesma carteira. De fato, quanto mais "diferentes" forem os ativos, maior a probabilidade de ter uma carteira realmente diversificada. Neste sentido, "diferentes" são considerados ativos que reagem de forma diversa ao impacto de uma determinada mudança no mercado.
Vamos imaginar, por exemplo, uma carteira com Aracruz e VCP. Embora as empresas tenham diferenças, ambas estão bastante expostas aos preços internacionais da celulose e do papel, além de serem sensíveis às alterações na cotação do dólar, pois são exportadoras. Além disso, a VCP é uma das principais acionistas da Aracruz. Com tudo isso, a probabilidade de ambas caminharem na mesma direção é bastante grande.
Uma alternativa muito mais interessante é tentar diversificar o setor, pois os diversos setores tendem a reagir de forma diferente às mudanças no cenário econômico ou corporativo. Por exemplo, se você tem ações de empresas exportadoras, vale a pena diversificar com algumas que possuam boa parte de suas receitas no mercado interno.
Assim, analise de perto as seguintes variáveis: o impacto de mudanças na cotação do dólar, aumento de juros tanto no Brasil como nos EUA, variação nos preços internacionais de commodities e outros. Para diversificar, o ideal é que as empresas reajam de forma diferente à combinação destas e outras variáveis.
3 - Investir por quanto tempo?
Você tem que definir, antes de montar sua carteira, qual a perspectiva de tempo que você tem para os recursos investidos. Afinal, pouco adianta montar uma carteira com ações que mostram bom potencial de longo prazo se você vai precisar do dinheiro em dois meses.
Considerando esta perspectiva, você pode montar uma carteira composta somente por papéis com perspectiva de longo prazo ou, talvez, caso queira investir por pouco tempo, somente olhando no curto prazo. O melhor, porém, é abrir espaço tanto para papéis que podem subir ou no curto ou no longo prazo, em uma proporção que vai variar de acordo com sua necessidade de recursos.
4 - Foco em empresas líderes
Uma importante lição é concentrar uma parte importante da carteira em ações de empresas líderes, as chamadas blue chips, principalmente para quem está montando uma carteira com objetivos de médio e longo prazo. Embora talvez valha a pena investir parte dos recursos em papéis mais especulativos, buscando aumentar a rentabilidade, o "coração" da carteira deve ser de papéis de boa qualidade.
Para descobrir quais são estas empresas, analise o setor e veja qual a participação da empresa no mercado, analise seu desempenho recente e suas perspectivas. Entre algumas empresas que "cabem" perfeitamente nesta definição, podemos encontrar Petrobrás, Vale do Rio Doce, Telemar, Gerdau, Usiminas, AmBev, etc.
5 - Cuidado com mudanças constantes
Uma boa carteira é aquela no qual o investidor consegue um bom retorno com o menor risco possível. Assim, fazer alterações na alocação da carteira, sempre que um objetivo de preço for alcançado, pode trazer benefícios, tanto em termos de risco como retorno.
Fique de olho em mudanças na relação de preços entre ativos com perfil próximo, como, por exemplo, ações preferenciais ou ordinárias da mesma empresa, ou mesmo papéis dentro de um mesmo setor. Muitas vezes o mercado cria oportunidades para quem está de olho, justificando uma mudança, mesmo que reversível depois, na composição da carteira.
Porém, fique atento aos custos envolvidos, já que muitas vezes um excesso de mudanças pode acabar trazendo custos, principalmente de comissões, maiores do que os ganhos com estas alterações de alocação.
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terça-feira, 24 de março de 2009
Citi levanta R$ 2,213 bi em oferta secundária da Redecard
REUTERS
SÃO PAULO - O Citigroup levantou R$ 2,213 bilhões na oferta pública secundária de ações da Redecard, informou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira. Foram vendidas 90.322.260 ações ao preço de R$ 24,50 cada.
A operação se deu no âmbito de uma oferta pública de 17% das ações da Redecard pertencentes ao banco, que está se desfazendo de parte de seus ativos para reforçar o caixa em meio à crise global.
No pregão desta terça-feira, as ações da Redecard terminaram a R$ 25,05, em alta de 1,42%. O Ibovespa caiu 2,3%.
19:41 - 24/03/2009
Para investir: www.ipeinvest.com.br
Para aprender: www.ipeeducacao.com.br
Para informar-se: www.marketwatch.com.br
SÃO PAULO - O Citigroup levantou R$ 2,213 bilhões na oferta pública secundária de ações da Redecard, informou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira. Foram vendidas 90.322.260 ações ao preço de R$ 24,50 cada.
A operação se deu no âmbito de uma oferta pública de 17% das ações da Redecard pertencentes ao banco, que está se desfazendo de parte de seus ativos para reforçar o caixa em meio à crise global.
No pregão desta terça-feira, as ações da Redecard terminaram a R$ 25,05, em alta de 1,42%. O Ibovespa caiu 2,3%.
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domingo, 22 de março de 2009
Aprenda a diversificar seus investimentos – Quanto investir em renda variável?
Uma das mais importantes decisões que o investidor deve aprender a tomar em seus investimentos pessoais é sem sombra de dúvida a questão da diversificação. Qual o percentual do meu capital que devo alocar em renda fixa, previdência e em renda variável? Essa é uma pergunta que muitos de meus clientes se questionam ao definir sua estratégia de investimentos. Com o objetivo de tornar essa discussão mais produtiva, iremos definir inicialmente os seguintes itens: Idade do Investidor, Prazo para resgatar seus investimentos e Apetite ao Risco.
Com relação à idade do investidor devemos entender que quanto mais elevada for a idade do investidor, menos risco ele deve correr, pois ele terá menos tempo para se recuperar de um grande prejuízo. Por isso um executivo que está iniciando sua carreira, pode e deve correr o risco de comprometer uma parcela maior de seus investimentos em renda variável do que um executivo que está mais próximo da aposentadoria.
De acordo com nossa experiência em atender investidores dos mais variados perfis, desenvolvemos a seguinte tabela que indicamos para nossos clientes:
Idade % Renda Fixa % em Renda Variável
até 30 anos 40% 60%
Entre 30 e 45 anos 60% 40%
Entre 45 e 60 anos 80% 20%
Acima de 60 anos 90% 10%
Acredito que cada investidor individualmente deve entender que cada objetivo pessoal que envolva a necessidade de desembolso financeiro futuro, deve ser analisado e desenvolvido individualmente, com prazos, objetivos e riscos diferentes. Se tenho o objetivo de trocar de carro daqui a 12 meses, não faz sentido investir em ações para alcançar esse plano. Se o objetivo de meu investimento é a compra da casa de praia daqui há 10 anos, o investimento em ações faz bastante sentido. Quando um cliente busca uma alternativa para a sua aposentadoria, e ele tem 20 anos para se aposentar, é importante que o cliente aloque parte de seus investimentos em previdência no mercado de ações.
A questão do apetite ao risco é um aspecto muito interessante. Em nossa experiência em atender clientes que investem em renda variável, convivemos com investidores muito jovens que não sabem viver com o risco, contrastando com investidores já aposentados que investem em ações e possuem grande controle emocional e investem um percentual acima do recomendado devido à sua idade em renda variável. Por isso é fundamental que o cliente conheça a si mesmo antes de investir em renda variável. De repente o que é um risco aceitável para mim, não é um risco aceitável para você. Por isso discuta sempre com seu assessor de investimentos o risco que está correndo em uma operação de renda variável, e verifique se está realmente confortável em correr esse risco.
Quando for diversificar seus investimentos e investir em renda variável, tenham em mente sempre esses aspectos: sua idade, o prazo para resgatar o investimento e seu apetite ao risco.
Para investir em ações é necessário muito estudo, boa assessoria e muita disciplina.
Este espaço é dedicado a todos que querem aprender a investir em ações através de um
método simples e eficaz.
Para investir: www.ipeinvest.com.br
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Para Informar-se: www.marketwatch.com.br
Com relação à idade do investidor devemos entender que quanto mais elevada for a idade do investidor, menos risco ele deve correr, pois ele terá menos tempo para se recuperar de um grande prejuízo. Por isso um executivo que está iniciando sua carreira, pode e deve correr o risco de comprometer uma parcela maior de seus investimentos em renda variável do que um executivo que está mais próximo da aposentadoria.
De acordo com nossa experiência em atender investidores dos mais variados perfis, desenvolvemos a seguinte tabela que indicamos para nossos clientes:
Idade % Renda Fixa % em Renda Variável
até 30 anos 40% 60%
Entre 30 e 45 anos 60% 40%
Entre 45 e 60 anos 80% 20%
Acima de 60 anos 90% 10%
Acredito que cada investidor individualmente deve entender que cada objetivo pessoal que envolva a necessidade de desembolso financeiro futuro, deve ser analisado e desenvolvido individualmente, com prazos, objetivos e riscos diferentes. Se tenho o objetivo de trocar de carro daqui a 12 meses, não faz sentido investir em ações para alcançar esse plano. Se o objetivo de meu investimento é a compra da casa de praia daqui há 10 anos, o investimento em ações faz bastante sentido. Quando um cliente busca uma alternativa para a sua aposentadoria, e ele tem 20 anos para se aposentar, é importante que o cliente aloque parte de seus investimentos em previdência no mercado de ações.
A questão do apetite ao risco é um aspecto muito interessante. Em nossa experiência em atender clientes que investem em renda variável, convivemos com investidores muito jovens que não sabem viver com o risco, contrastando com investidores já aposentados que investem em ações e possuem grande controle emocional e investem um percentual acima do recomendado devido à sua idade em renda variável. Por isso é fundamental que o cliente conheça a si mesmo antes de investir em renda variável. De repente o que é um risco aceitável para mim, não é um risco aceitável para você. Por isso discuta sempre com seu assessor de investimentos o risco que está correndo em uma operação de renda variável, e verifique se está realmente confortável em correr esse risco.
Quando for diversificar seus investimentos e investir em renda variável, tenham em mente sempre esses aspectos: sua idade, o prazo para resgatar o investimento e seu apetite ao risco.
Para investir em ações é necessário muito estudo, boa assessoria e muita disciplina.
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terça-feira, 10 de março de 2009
SLW divulga carteira semanal atenta para cenário de volatilidade nas bolsas
SÃO PAULO - A corretora SLW apresentou sua carteira top picks semanal nesta terça-feira (10), com perspectivas de que, nos próximos dias, a bolsa brasileira continue com volume fraco de negociações e ainda atue em reflexo à performance das bolsas norte-americanas.
A previsão é de volatilidade nos mercados financeiros, em virtude das incertezas sobre a situação de alguns grandes bancos internacionais, enquanto as atenções domésticas se concentram na divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro referente ao quarto trimestre de 2008 e na nova decisão do Copom.
Confira as recomendações:
Empresa Código Preço Justo Upside*
AES Tietê GETI4 R$ 21,93 31,94%
Perdigão PRGA3 R$ 48,00 77,78%
Telesp TLPP4 R$ 60,00 45,77%
Net NETC4 R$ 24,00 60,53%
Vivo VIVO4 R$ 53,50 29,98%
*Potencial de valorização com base em 6 de março
AES Tietê
Dentre suas pares no setor, é considerada a mais defensiva e não está exposta ao risco de variação de moedas. A corretora espera bons resultados para o quarto trimestre de 2008 e lembra que a companhia ocupa o primeiro lugar no ranking das geradoras devido à sua excelente performance operacional nos últimos anos.
Perdigão
A empresa também deve apresentar bons números ao divulgar os resultados referentes ao último quarto do ano passado, em comparação com suas principais concorrentes, trazendo melhora em seus níveis de custo.
Telesp
As ações da companhia, consideradas de perfil defensivo, estão perdendo para o Ibovespa no ano, o que abre espaço para a recomendação de compra para o curto prazo.
Net
Com o forte resultado operacional mostrado para último quarto trimestre e a possível decisão da Anatel favorável à manutenção da cobrança do ponto adicional na TV por assinatura, os analistas sinalizam um viés de alta no curto prazo.
Vivo
Em função dos resultados acima das expectativas para o último quarto de ano, as projeções para a companhia são de continuidade da tendência de melhora.
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A previsão é de volatilidade nos mercados financeiros, em virtude das incertezas sobre a situação de alguns grandes bancos internacionais, enquanto as atenções domésticas se concentram na divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro referente ao quarto trimestre de 2008 e na nova decisão do Copom.
Confira as recomendações:
Empresa Código Preço Justo Upside*
AES Tietê GETI4 R$ 21,93 31,94%
Perdigão PRGA3 R$ 48,00 77,78%
Telesp TLPP4 R$ 60,00 45,77%
Net NETC4 R$ 24,00 60,53%
Vivo VIVO4 R$ 53,50 29,98%
*Potencial de valorização com base em 6 de março
AES Tietê
Dentre suas pares no setor, é considerada a mais defensiva e não está exposta ao risco de variação de moedas. A corretora espera bons resultados para o quarto trimestre de 2008 e lembra que a companhia ocupa o primeiro lugar no ranking das geradoras devido à sua excelente performance operacional nos últimos anos.
Perdigão
A empresa também deve apresentar bons números ao divulgar os resultados referentes ao último quarto do ano passado, em comparação com suas principais concorrentes, trazendo melhora em seus níveis de custo.
Telesp
As ações da companhia, consideradas de perfil defensivo, estão perdendo para o Ibovespa no ano, o que abre espaço para a recomendação de compra para o curto prazo.
Net
Com o forte resultado operacional mostrado para último quarto trimestre e a possível decisão da Anatel favorável à manutenção da cobrança do ponto adicional na TV por assinatura, os analistas sinalizam um viés de alta no curto prazo.
Vivo
Em função dos resultados acima das expectativas para o último quarto de ano, as projeções para a companhia são de continuidade da tendência de melhora.
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terça-feira, 3 de março de 2009
Dez Distribuidoras estão prontas para atuar na Bovespa
A decisão conjunta do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliário (CVM) de autorizar as distribuidoras a operar diretamente no pregão das Bolsas de Valores – atividade até então restrita às corretoras – promete aumentar, em breve, a quantidade de instituições que fazem a intermediação de negócios com ações na BM&F Bovespa. “De imediato, pelo menos dez distribuidoras teriam condições de começar a participar do pregão”, afirma o assessor técnico da Associação das Empresas Distribuidoras de Valores (Adeval), Luiz Mauro de Moura. Hoje, segundo ele, essas dez DTVMs (Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários) seriam capazes de cumprir os requisitos mínimos de patrimônio e garantias exigidas pela Bolsa.
A mudança, anunciada hoje, era uma demanda antiga das distribuidoras que terceirizavam a venda e compra de ações em Bolsa através do serviço de corretoras. “Recebemos a notícia com satisfação. Foi a conquista de um objetivo”, diz Moura. Há cerca de 150 DTVMs em operação no País.
“Já recebemos diversas ligações hoje. Certamente teremos uma demanda razoável de distribuidoras”, afirma o diretor de fomento de negócios da BM&F Bovespa, Verdi Monteiro. O início da atuação das distribuidoras não será instantâneo porque, após solicitado o acesso, é necessário aprovação do Conselho da Bolsa. É preciso também solucionar questões tecnológicas. “Mas o fato de o BC e a CVM terem publicado este comunicado já nos dá condição de aceitar DTVMs no mercado. Não dependerá de mudança nas regras de acesso da Bolsa”, explica Verdi.
As distribuidoras já eram autorizadas a atuar com derivativos no pregão da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Mas não podiam intermediar a compra e a venda de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “Quanto mais instituições presentes no pregão, maior a concorrência e melhor a qualidade do serviço oferecido”, opina Moura. Atualmente, nove DTVMs são cadastradas para operar na BM&F, de acordo com o site da Bolsa.
A entrada das DTVMs no pregão de ações decorre da desmutualização das bolsas, processo que as transformou de entidades sem fins lucrativos em empresas de fato. Enquanto as Bolsas funcionaram como uma espécie de “clube”, era preciso comprar um título patrimonial para poder intermediar negócios nos pregões. Com a desmutualização, títulos se tornaram ações, desvinculando a propriedade deles do acesso ao ambiente de negociação. Para atuar na Bolsa agora, é preciso adquirir direitos de negociação. Com isso, as distribuidoras passam “a ter condições de exercerem as mesmas atividades das sociedades corretoras, que possuíam anteriormente exclusividade operacional para atuarem nesses ambientes”, diz o comunicado do BC.
Chegada de estrangeiros
Também por conta da desmutualização, a BM&F Bovespa lançou, em novembro, novas regras e procedimentos de acesso que estabelecem, por exemplo, os requisitos mínimos de patrimônio e garantias que as instituições precisam ter ingressar no mercado. Desde então, já chegou à Bolsa a norte-americana Goldman Sachs, e a Capital Markets, que atuava só no segmento BM&F, passou a integrar também o segmento Bovespa. Segundo Monteiro, mais “três ou quatro” corretoras já estão em processo de liberação para a atuação na Bolsa, ainda sem prazo definido. “Temos outras chegando”, diz.
Segundo Moura, da Adeval, a decisão do BC e da CVM acaba com uma das últimas diferenças existentes entre corretoras e distribuidoras. “As distribuidoras foram criadas com o objetivo de pulverizar o mercado de capitais, mas ao longo dos anos agregaram atividades. Hoje podem comprar e vender ouro no garimpo, administrar recursos de terceiros e, agora, operar diretamente no mercado de bolsa de valores”, diz. Segundo Verdi, da BM&F Bovespa, a atuação adicional das corretoras em relação às distribuidoras são as operações de câmbio: enquanto as primeiras podem fechar contratos de câmbio diretamente com empresas (para exportação, por exemplo), as últimas não têm essa possibilidade. “A diferença fica muito pequena”, afirma.
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A mudança, anunciada hoje, era uma demanda antiga das distribuidoras que terceirizavam a venda e compra de ações em Bolsa através do serviço de corretoras. “Recebemos a notícia com satisfação. Foi a conquista de um objetivo”, diz Moura. Há cerca de 150 DTVMs em operação no País.
“Já recebemos diversas ligações hoje. Certamente teremos uma demanda razoável de distribuidoras”, afirma o diretor de fomento de negócios da BM&F Bovespa, Verdi Monteiro. O início da atuação das distribuidoras não será instantâneo porque, após solicitado o acesso, é necessário aprovação do Conselho da Bolsa. É preciso também solucionar questões tecnológicas. “Mas o fato de o BC e a CVM terem publicado este comunicado já nos dá condição de aceitar DTVMs no mercado. Não dependerá de mudança nas regras de acesso da Bolsa”, explica Verdi.
As distribuidoras já eram autorizadas a atuar com derivativos no pregão da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Mas não podiam intermediar a compra e a venda de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “Quanto mais instituições presentes no pregão, maior a concorrência e melhor a qualidade do serviço oferecido”, opina Moura. Atualmente, nove DTVMs são cadastradas para operar na BM&F, de acordo com o site da Bolsa.
A entrada das DTVMs no pregão de ações decorre da desmutualização das bolsas, processo que as transformou de entidades sem fins lucrativos em empresas de fato. Enquanto as Bolsas funcionaram como uma espécie de “clube”, era preciso comprar um título patrimonial para poder intermediar negócios nos pregões. Com a desmutualização, títulos se tornaram ações, desvinculando a propriedade deles do acesso ao ambiente de negociação. Para atuar na Bolsa agora, é preciso adquirir direitos de negociação. Com isso, as distribuidoras passam “a ter condições de exercerem as mesmas atividades das sociedades corretoras, que possuíam anteriormente exclusividade operacional para atuarem nesses ambientes”, diz o comunicado do BC.
Chegada de estrangeiros
Também por conta da desmutualização, a BM&F Bovespa lançou, em novembro, novas regras e procedimentos de acesso que estabelecem, por exemplo, os requisitos mínimos de patrimônio e garantias que as instituições precisam ter ingressar no mercado. Desde então, já chegou à Bolsa a norte-americana Goldman Sachs, e a Capital Markets, que atuava só no segmento BM&F, passou a integrar também o segmento Bovespa. Segundo Monteiro, mais “três ou quatro” corretoras já estão em processo de liberação para a atuação na Bolsa, ainda sem prazo definido. “Temos outras chegando”, diz.
Segundo Moura, da Adeval, a decisão do BC e da CVM acaba com uma das últimas diferenças existentes entre corretoras e distribuidoras. “As distribuidoras foram criadas com o objetivo de pulverizar o mercado de capitais, mas ao longo dos anos agregaram atividades. Hoje podem comprar e vender ouro no garimpo, administrar recursos de terceiros e, agora, operar diretamente no mercado de bolsa de valores”, diz. Segundo Verdi, da BM&F Bovespa, a atuação adicional das corretoras em relação às distribuidoras são as operações de câmbio: enquanto as primeiras podem fechar contratos de câmbio diretamente com empresas (para exportação, por exemplo), as últimas não têm essa possibilidade. “A diferença fica muito pequena”, afirma.
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