SÃO PAULO - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou, na noite desta quarta-feira (29), por um corte de 100 pontos-base na taxa Selic, deixando-a no patamar de 10,25% ao ano - menor nível desde sua criação. A decisão foi unânime e sem viés.
Em linha com as expectativas de boa parte dos analistas, a postura da autoridade refletiu o consenso quanto às dificuldades enfrentadas pelo ambiente econômico, aliadas à contínua diminuição das preocupações com uma eventual deterioração do cenário inflacionário do País.
A ata do último encontro do comitê, realizado nos dias 10 e 11 de março, já revelava um colegiado apreensivo com o enfraquecimento da economia mundial e suas repercussões sobre os mercados emergentes, ao mesmo tempo em que a percepção para os riscos à trajetória dos preços vinha se tornando mais amena.
Decisão já era esperada
De um modo geral, a decisão não surpreendeu os analistas. A Ativa, por exemplo, considerava um corte de 100 pontos-base “ainda relativamente agressivo e compatível diante da severidade da crise”. Segundo a corretora, um dos pontos que sustentou sua aposta foi a expectativa de uma inflação bastante comportada ao consumidor brasileiro nos próximos meses, destacada inclusive pelo próprio Banco Central.
No mesmo sentido, o Bank of America Merrill Lynch apostou no corte de 100 pontos-base e também o classificou como agressivo. Conforme ressaltou na véspera, apesar de a atividade doméstica ter apresentado melhora nas últimas semanas, o Banco Central ainda segue engajado em combater a recessão no País, o que sustentou uma “agressiva flexibilização nas condições de política monetária”.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
SLW sugere cinco ações em carteira para esta semana, com algumas novidades SÃO PAULO - A SLW Corretora monta sua carteira recomendada selecionando ci

SÃO PAULO - A SLW Corretora monta sua carteira recomendada selecionando cinco ações que devem apresentar bom desempenho nesta última semana de abril. O portfólio manteve apenas as presenças de Net e Perdigão, acompanhadas das ações de PDG Realty, Redecard e Fertilizantes Heringer, as três novidades da lista.
A corretora aproveita e destaca a importância dos indicadores a serem anunciados nestes dias, como a expectativa no Brasil de que o Copom (Comitê de Política Monetária) decida por cortar a Selic em 100 pontos-base e, nos EUA, de que a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que também acontecerá nesta terça-feira (28), reafirme a política de juro do país.
Confira abaixo as recomendações:
Fertilizantes Heringer
A empresa, cujo market share vem aumentando, divulgou resultados fracos para o primeiro trimestre, mas melhores que os referentes ao quarto trimestre do ano passado. Dessa forma, suas ações devem apresentar um bom desempenho no curto prazo, segundo os analistas da SLW.
Perdigão
A corretora recomenda a compra de ações da Perdigão tendo em vista o benefício potencial que a companhia deve ter com a possível redução nos impostos sobre a venda de carnes bovinas, o que deve aumentar suas receitas devido à diminuição nos preços dos produtos finais. Ademais, a confirmação por parte da companhia de que negocia fusão com a Sadia deve ser um importante driver de curto prazo.
Net
Mesmo após a recuperação expressiva das ações da companhia na semana passada, a corretora mantém sua recomendação tendo em vista que a empresa, ao longo do tempo, deve compensar os efeitos negativos das atuais decisões da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre suas receitas.
PDG Realty
Com os esforços dos bancos e do Governo em impulsionar o setor habitacional, as ações do segmento como um todo mostraram recuperação forte. Outro fator favorável para a incorporadora é que a parcela de baixa renda, em que atua através da Goldfarb, deve crescer nos próximos anos.
Redecard
Com excelente resultado no primeiro quarto do ano, com indicadores crescentes, a Redecard confirma a maré positiva atravessada pelo setor de cartões de crédito no Brasil.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Pressionados por temores sobre impactos da gripe suína, frigoríficos despencam
SÃO PAULO - Como era de se esperar após a abertura negativa das bolsas internacionais nesta manhã, o temor acerca dos impactos econômicos da propagação da gripe suína se alastrou pelos mercados, pressionando os principais índices acionários globais. No Brasil, a percepção pessimista da situação não é diferente, principalmente nos setores de alimentos e aéreo.
O principal índice da bolsa paulista registra baixa de 0,61% nesta manhã, com as perdas sendo lideradas pelas ações ordinárias da JBS Friboi (JBSS3), que caem 7,19%, para R$ 6,45. No setor frigorífico, destaque também para os papéis da Minerva (BEEF3), que recuam 4,80%, cotados a R$ 2,58. Outra ação fortemente afetada é a da TAM (TAMM4), com baixa de 2,79%, negociada a R$ 16,04, diante da perspectiva de redução das viagens internacionais.
Setor frigorífico
O pessimismo com as ações do setor frigorífico se deve especialmente ao sentimento de que os temores acerca da propagação da doença irão afetar as vendas globais de carne suína. Nesse sentido, a JBS é uma das principais afetadas, já que possui indústria de carne suína nos Estados Unidos, um dos países com casos confirmados da doença.
Conforme dados da JBS referentes a 2008, o abate total de suínos (12,6 milhões de cabeças) foi maior do que o de bovinos (10,4 milhões de cabeças), sendo que cerca de 14% das vendas da JBS corresponderam à comercialização de carne suína nos Estados Unidos.
Por outro lado, vale ressaltar o bom desempenho dos papéis da Sadia (SDIA4), que sobem 10,05%, cotados a R$ 4,16. Além da confirmação das conversas com a Perdigão, a processadora de alimentos também conta com a percepção de que a comercialização de carne de frango - principal negócio da companhia - pode ser beneficiada da situação.
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O principal índice da bolsa paulista registra baixa de 0,61% nesta manhã, com as perdas sendo lideradas pelas ações ordinárias da JBS Friboi (JBSS3), que caem 7,19%, para R$ 6,45. No setor frigorífico, destaque também para os papéis da Minerva (BEEF3), que recuam 4,80%, cotados a R$ 2,58. Outra ação fortemente afetada é a da TAM (TAMM4), com baixa de 2,79%, negociada a R$ 16,04, diante da perspectiva de redução das viagens internacionais.
Setor frigorífico
O pessimismo com as ações do setor frigorífico se deve especialmente ao sentimento de que os temores acerca da propagação da doença irão afetar as vendas globais de carne suína. Nesse sentido, a JBS é uma das principais afetadas, já que possui indústria de carne suína nos Estados Unidos, um dos países com casos confirmados da doença.
Conforme dados da JBS referentes a 2008, o abate total de suínos (12,6 milhões de cabeças) foi maior do que o de bovinos (10,4 milhões de cabeças), sendo que cerca de 14% das vendas da JBS corresponderam à comercialização de carne suína nos Estados Unidos.
Por outro lado, vale ressaltar o bom desempenho dos papéis da Sadia (SDIA4), que sobem 10,05%, cotados a R$ 4,16. Além da confirmação das conversas com a Perdigão, a processadora de alimentos também conta com a percepção de que a comercialização de carne de frango - principal negócio da companhia - pode ser beneficiada da situação.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Próxima do fim da linha, Chrysler está entre Fiat e concordata
SÃO PAULO - A montadora Chrysler está cada vez mais próxima da data limite imposta pelo governo dos EUA para a concretização de acordo com a italiana Fiat. Frente ao apertado cenário, a empresa também prepara plano para recuperação judicial.
Os preparativos refletem o anunciado corte dos financiamentos obtidos junto ao governo federal, caso não haja a formação de uma parceria com a empresa europeia, apontada como uma possível solução para a manutenção dos ativos saudáveis da Chrysler.
Dois processos
Reportagens de jornais nos Estados Unidos apontam que um acordo deve ser anunciado no início da próxima semana. O otimismo é reforçado por declarações do CEO (Chief Executive Officer) da Fiat, Sergio Marchionne, que afirmou não haver razões para que o acordo não aconteça.
Contudo, agências internacionais revelam que a Chrysler não deixou de preparar um plano para reestruturação sob concordata, mantendo a desconfiança de investidores sobre a parceira com a fabrica italiana. Ademais, a Fiat aparece como uma possível compradora da Opel, unidade europeia da General Motors.
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Dois processos
Reportagens de jornais nos Estados Unidos apontam que um acordo deve ser anunciado no início da próxima semana. O otimismo é reforçado por declarações do CEO (Chief Executive Officer) da Fiat, Sergio Marchionne, que afirmou não haver razões para que o acordo não aconteça.
Contudo, agências internacionais revelam que a Chrysler não deixou de preparar um plano para reestruturação sob concordata, mantendo a desconfiança de investidores sobre a parceira com a fabrica italiana. Ademais, a Fiat aparece como uma possível compradora da Opel, unidade europeia da General Motors.
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Mark Mobius vê ações excelentes e com múltiplos baratos na América Latina
SÃO PAULO - Este início de ano mostra relativo descolamento da bolsa brasileira na comparação com outros mercados externos. A crise bateu por aqui com força, prova disto é o enfraquecimento da economia real e os tombos das ações no ano passado, mas, de fato, o Brasil parece mais resiliente aos problemas importados.
O saldo do Ibovespa serve de argumento. No ano, o índice segue com mais de 20% de valorização, um dos melhores desempenhos do mundo. Mas o que faz a bolsa brasileira mais alheia aos efeitos da crise? Para Mark Mobius, diretor da Franklin Templeton, os motivos são muitos.
Para explicar esta resistência, cita responsabilidade fiscal, disciplina e comprometimento com a política de câmbio flutuante, esforços voltados para a recuperação do mercado e forte composição da economia interna.
Garantia doméstica
Este último motivo é reforçado pelo ponto de vista dos analistas. Caráter defensivo em ações vem frequentemente associado a ativos que apresentam maior exposição ao mercado doméstico, de certa forma, uma blindagem contra a desaceleração da demanda nas economias mais maduras.
"A América Latina como um todo tem uma base de consumo muito grande para suportar a demanda por bens e serviços, além do que consideramos ser muitas as companhias excelentes, ao mesmo tempo baratas e pouco alavancadas", afirma Mobius.
Oportunidade
O gestor aposta na região. Ainda assim, sugere que as opções de investimento sigam uma linha de forte posição de mercado, vantagem competitiva frente a seus pares setoriais, padrões confiáveis de governança corporativa e uma administração capacitada.
"Mais importante de tudo, como value investor, é que os múltiplos das companhias latino-americanas estão atrativos atualmente e consideramos uma ótima oportunidade para procurar barganhas na região", completa.
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O saldo do Ibovespa serve de argumento. No ano, o índice segue com mais de 20% de valorização, um dos melhores desempenhos do mundo. Mas o que faz a bolsa brasileira mais alheia aos efeitos da crise? Para Mark Mobius, diretor da Franklin Templeton, os motivos são muitos.
Para explicar esta resistência, cita responsabilidade fiscal, disciplina e comprometimento com a política de câmbio flutuante, esforços voltados para a recuperação do mercado e forte composição da economia interna.
Garantia doméstica
Este último motivo é reforçado pelo ponto de vista dos analistas. Caráter defensivo em ações vem frequentemente associado a ativos que apresentam maior exposição ao mercado doméstico, de certa forma, uma blindagem contra a desaceleração da demanda nas economias mais maduras.
"A América Latina como um todo tem uma base de consumo muito grande para suportar a demanda por bens e serviços, além do que consideramos ser muitas as companhias excelentes, ao mesmo tempo baratas e pouco alavancadas", afirma Mobius.
Oportunidade
O gestor aposta na região. Ainda assim, sugere que as opções de investimento sigam uma linha de forte posição de mercado, vantagem competitiva frente a seus pares setoriais, padrões confiáveis de governança corporativa e uma administração capacitada.
"Mais importante de tudo, como value investor, é que os múltiplos das companhias latino-americanas estão atrativos atualmente e consideramos uma ótima oportunidade para procurar barganhas na região", completa.
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Futuros nos EUA operam em alta, graças a boas cifras de American Express e Microsoft
SÃO PAULO - Na manhã desta sexta-feira (24), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.
Enfrentando a tendência declinante do consumo, a American Express revelou seu resultado operacional do último trimestre, com lucro líquido de US$ 443 milhões, ou US$ 0,32 por ação, mais do que o dobro do montante previsto por analistas. Como resposta aos números favoráveis, as ações da maior companhia de cartões de crédito dos EUA por volume de compras sobem 9% no pré-market.
Outra gigante que divulgou seus números ao mercado foi a Microsoft. A tecnológica obteve lucro líquido de US$ 4,44 bilhões no último trimestre, o que representa um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, "esperamos que o fraco movimento continue pelo menos até o próximo trimestre", disse o CFO (Chief Financial Officer), Chris Liddell. Os papes da companhia avançam 3,5% no pré-market.
Amazon
Maior varejista online do mundo, a Amazon.com viu seu lucro líquido crescer 24% no decorrer do primeiro trimestre deste ano, para atingir US$ 177 milhões, ou US$ 0,41 por ação. Estimativas do mercado apontavam também para ganhos, só que mais modestos, na casa de US$ 0,31 por papel. Inseridas no panorama, as ações da companhia valorizam-se em 3% nas negociações dos mercados futuros.
Agenda
A agenda econômica ganha relevância, através do indicador New Home Sales. A Associação de Corretoras de Imóveis dos EUA divulgará às 11h00 (horário de Brasília) o indicador responsável por avaliar o volume de vendas de casas novas no país durante o último mês. Analistas prevêem estabilidade para o período, em relação à mediação de fevereiro.
Contratos futuros
O contrato futuro do S&P500 opera a 849,40 pontos, baixa de 1,00 ponto em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 852,92 pontos, valorização de 0,12% em relação ao último fechamento.
Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.344,18 pontos, queda de 0,02% frente ao fechamento de quinta-feira (22). O contrato futuro negociava há instantes a 1.343,00 pontos, 0,31 ponto abaixo do valor justo.
Confira o último fechamento
No pregão de quinta-feira, o índice S&P 500 fechou em valorização de 0,99%, atingindo 852 pontos. Já o Dow Jones caiu 0,89% e o índice Nasdaq Composite fechou em leve alta de 0,37% chegando a 1.652 pontos.
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Enfrentando a tendência declinante do consumo, a American Express revelou seu resultado operacional do último trimestre, com lucro líquido de US$ 443 milhões, ou US$ 0,32 por ação, mais do que o dobro do montante previsto por analistas. Como resposta aos números favoráveis, as ações da maior companhia de cartões de crédito dos EUA por volume de compras sobem 9% no pré-market.
Outra gigante que divulgou seus números ao mercado foi a Microsoft. A tecnológica obteve lucro líquido de US$ 4,44 bilhões no último trimestre, o que representa um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, "esperamos que o fraco movimento continue pelo menos até o próximo trimestre", disse o CFO (Chief Financial Officer), Chris Liddell. Os papes da companhia avançam 3,5% no pré-market.
Amazon
Maior varejista online do mundo, a Amazon.com viu seu lucro líquido crescer 24% no decorrer do primeiro trimestre deste ano, para atingir US$ 177 milhões, ou US$ 0,41 por ação. Estimativas do mercado apontavam também para ganhos, só que mais modestos, na casa de US$ 0,31 por papel. Inseridas no panorama, as ações da companhia valorizam-se em 3% nas negociações dos mercados futuros.
Agenda
A agenda econômica ganha relevância, através do indicador New Home Sales. A Associação de Corretoras de Imóveis dos EUA divulgará às 11h00 (horário de Brasília) o indicador responsável por avaliar o volume de vendas de casas novas no país durante o último mês. Analistas prevêem estabilidade para o período, em relação à mediação de fevereiro.
Contratos futuros
O contrato futuro do S&P500 opera a 849,40 pontos, baixa de 1,00 ponto em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 852,92 pontos, valorização de 0,12% em relação ao último fechamento.
Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.344,18 pontos, queda de 0,02% frente ao fechamento de quinta-feira (22). O contrato futuro negociava há instantes a 1.343,00 pontos, 0,31 ponto abaixo do valor justo.
Confira o último fechamento
No pregão de quinta-feira, o índice S&P 500 fechou em valorização de 0,99%, atingindo 852 pontos. Já o Dow Jones caiu 0,89% e o índice Nasdaq Composite fechou em leve alta de 0,37% chegando a 1.652 pontos.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ação da Randon lidera recomendações em carteiras de small caps
SÃO PAULO - As ações da Randon receberam o maior número de recomendações nas carteiras de small caps dos analistas para abril, segundo levantamento realizado pela InfoMoney que incluiu quatro portfólios sugeridos por corretoras.
As quatro carteiras recomendadas de papéis de empresas de menor porte selecionadas neste mês são de: Fator, Omar Camargo, Senso e SLW.
Crise não ameaça Randon
Das quatro instituições, três listaram os papéis da Randon em suas sugestões. De um modo geral, o otimismo dos analistas é sustentado pela manutenção das expectativas favoráveis para 2009, na medida em que confiam na capacidade da companhia de atravessar a crise sem perdas substanciais em suas operações.
A equipe da SLW, por exemplo, acredita que, apesar da forte redução da atividade em 2008, a Randon deve ter um ano proveitoso em 2009. Os sinais de melhora da demanda por caminhões e a expectativa da renovação da frota brasileira propiciam boas projeções por parte da instituição, que aposta que a empresa retomará seus negócios de forma mais consistente já neste segundo trimestre.
A Socopa, por sua vez, afirma que a Randon reporta boa geração de caixa e tem condições de superar as turbulências recentes sem maiores contrações em suas atividades, ao passo que a Coinvalores prefere elogiar os sólidos resultados da companhia no ano passado, além de lembrar que suas ações estão excessivamente penalizadas ante seus pares.
Para este ano, cabe lembrar que a empresa divulgou que espera obter um faturamento bruto de R$ 4 bilhões e vendas líquidas consolidadas de R$ 2,8 bilhões, expectativas julgadas adequadas pela SLW. Paralelamente, os investimentos praticados no período devem atingir US$ 130 milhões e as exportações US$ 240 milhões, informou a Randon.
Segundo lugar dividido
Na segunda colocação, com duas recomendações, aparecem empatados os papéis de Duratex, Equatorial e Localiza. Para a empresa de materiais de construção civil, boa parte do otimismo se apóia na expectativa de que ela deverá manter sua trajetória de crescimento nos próximos anos. Além disso, os benefícios com as medidas governamentais referentes ao sistema habitacional também são destacados.
A Equatorial, por sua vez, segue sendo apontada como uma boa opção de investimento devido aos robustos dividendos e à expectativa de manutenção dos bons resultados em 2009. Além disso, a empresa possui um bom nível de caixa e continuará prospectando oportunidades de investimentos nos segmentos de distribuição e geração, afirma a equipe da Ativa.
Já com relação às ações da Localiza, prognóstico favorável reflete o bom posicionamento da empresa no setor, além das boas perspectivas de crescimento para os próximos anos. Para a SLW, o desempenho da companhia em 2009 deve ser impulsionado pela maior demanda por aluguel de frotas, fruto da terceirização das frotas das empresas na busca por custos menores.
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As quatro carteiras recomendadas de papéis de empresas de menor porte selecionadas neste mês são de: Fator, Omar Camargo, Senso e SLW.
Crise não ameaça Randon
Das quatro instituições, três listaram os papéis da Randon em suas sugestões. De um modo geral, o otimismo dos analistas é sustentado pela manutenção das expectativas favoráveis para 2009, na medida em que confiam na capacidade da companhia de atravessar a crise sem perdas substanciais em suas operações.
A equipe da SLW, por exemplo, acredita que, apesar da forte redução da atividade em 2008, a Randon deve ter um ano proveitoso em 2009. Os sinais de melhora da demanda por caminhões e a expectativa da renovação da frota brasileira propiciam boas projeções por parte da instituição, que aposta que a empresa retomará seus negócios de forma mais consistente já neste segundo trimestre.
A Socopa, por sua vez, afirma que a Randon reporta boa geração de caixa e tem condições de superar as turbulências recentes sem maiores contrações em suas atividades, ao passo que a Coinvalores prefere elogiar os sólidos resultados da companhia no ano passado, além de lembrar que suas ações estão excessivamente penalizadas ante seus pares.
Para este ano, cabe lembrar que a empresa divulgou que espera obter um faturamento bruto de R$ 4 bilhões e vendas líquidas consolidadas de R$ 2,8 bilhões, expectativas julgadas adequadas pela SLW. Paralelamente, os investimentos praticados no período devem atingir US$ 130 milhões e as exportações US$ 240 milhões, informou a Randon.
Segundo lugar dividido
Na segunda colocação, com duas recomendações, aparecem empatados os papéis de Duratex, Equatorial e Localiza. Para a empresa de materiais de construção civil, boa parte do otimismo se apóia na expectativa de que ela deverá manter sua trajetória de crescimento nos próximos anos. Além disso, os benefícios com as medidas governamentais referentes ao sistema habitacional também são destacados.
A Equatorial, por sua vez, segue sendo apontada como uma boa opção de investimento devido aos robustos dividendos e à expectativa de manutenção dos bons resultados em 2009. Além disso, a empresa possui um bom nível de caixa e continuará prospectando oportunidades de investimentos nos segmentos de distribuição e geração, afirma a equipe da Ativa.
Já com relação às ações da Localiza, prognóstico favorável reflete o bom posicionamento da empresa no setor, além das boas perspectivas de crescimento para os próximos anos. Para a SLW, o desempenho da companhia em 2009 deve ser impulsionado pela maior demanda por aluguel de frotas, fruto da terceirização das frotas das empresas na busca por custos menores.
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Minério de ferro 30% mais barato da Rio Tinto beneficia Vale, diz Bradesco
SÃO PAULO - Conforme o periódico japonês Sankei Shimbun, as siderúrgicas japonesas realizaram acordo junto à Rio Tinto para um corte de 30% no minério de ferro. Em face da novidade, o Bradesco divulgou relatório sobre a Vale, atualizando estimativas no modelo após o possível negócio.
"Se o declínio de 30% vier à tona, será um aprimoramento das estimativas para a Vale, e com viés positivo para ação", observam os analistas, dado que se espera um reajuste diferente para a brasileira na comparação com as australianas. "Trabalhamos com uma baixa maior em 100 pontos-base", completam, na crença de recuo de 40%.
Especulações
Na batalha entre mineradoras e siderúrgicas, não falta especulação. "Aparentemente, as siderúrgicas (especialmente chinesas) utilizam a imprensa para influenciar as negociações", afirma o Bradesco, adotando postura cautelosa nas projeções e também ressaltando que a novidade do Japão pode também ser um "falso alarme".
Mesmo assim, partindo da premissa de queda de 30%, surge um novo preço-alvo para as ações da Vale: de R$ 49,30 para as ordinárias e R$ 42,30 para as preferenciais. As estimativas atuais para os papéis da mineradora são de R$ 44,00 e R$ 37,80, respectivamente.
"Ações já precificadas"
Caso a notícia tenha sido enviada à imprensa pelas siderúrgicas, a instituição financeira acredita ser um bom sinal para Vale, ao passo que o ponto de partida das negociações é um reajuste de 30% para baixo, podendo essa queda ser diminuída nas conversas entre brasileiras e japonesas, dada a diferença frente aos preços de Rio Tinto e BHP Billiton, que eram maiores no decorrer do ano passado.
Nas linhas finais, os analistas do banco alertam para um possível perigo: a extensão das negociações sobre o reajuste. Em caso de postergação, a mineradora terá que vender no mercado spot, o que reduz a estabilidade da receita. Entre tanta incertezas, "acreditamos que as ações já tenham sido precificadas quanto a notícias ruins e fraca demanda no setor", conclui o Bradesco.
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Especulações
Na batalha entre mineradoras e siderúrgicas, não falta especulação. "Aparentemente, as siderúrgicas (especialmente chinesas) utilizam a imprensa para influenciar as negociações", afirma o Bradesco, adotando postura cautelosa nas projeções e também ressaltando que a novidade do Japão pode também ser um "falso alarme".
Mesmo assim, partindo da premissa de queda de 30%, surge um novo preço-alvo para as ações da Vale: de R$ 49,30 para as ordinárias e R$ 42,30 para as preferenciais. As estimativas atuais para os papéis da mineradora são de R$ 44,00 e R$ 37,80, respectivamente.
"Ações já precificadas"
Caso a notícia tenha sido enviada à imprensa pelas siderúrgicas, a instituição financeira acredita ser um bom sinal para Vale, ao passo que o ponto de partida das negociações é um reajuste de 30% para baixo, podendo essa queda ser diminuída nas conversas entre brasileiras e japonesas, dada a diferença frente aos preços de Rio Tinto e BHP Billiton, que eram maiores no decorrer do ano passado.
Nas linhas finais, os analistas do banco alertam para um possível perigo: a extensão das negociações sobre o reajuste. Em caso de postergação, a mineradora terá que vender no mercado spot, o que reduz a estabilidade da receita. Entre tanta incertezas, "acreditamos que as ações já tenham sido precificadas quanto a notícias ruins e fraca demanda no setor", conclui o Bradesco.
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Bom dia Ipê Invest - 17-04-2009

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Grupamento e desdobramento de ações Bradesco
O Banco Bradesco S.A. comunica ao Mercado, aos seus acionistas e clientes que, nos termos das deliberações tomadas pelos acionistas na Assembléia Geral Extraordinária da Sociedade, realizada em 10/03/2009, dentre as quais a proposta de grupamento das ações ordinárias e preferenciais na proporção de 50 (cinqüenta) para 1 (uma), com o simultâneo desdobramento de cada ação, após o grupamento, na proporção de 1 (uma) para 50 (cinqüenta), respeitadas as respectivas espécies, fica estabelecido:
* O prazo de 61 (sessenta e um) dias, a contar de 08/04/2009 e a vencer-se em 08/06/2009, para que os acionistas, a seu livre e exclusivo critério, possam ajustar a sua posição de ações, por espécie, em lotes múltiplos de 50 (cinqüenta) ações, mediante negociação na BMFBOVESPA S.A., por intermédio de Corretora de sua livre escolha.
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* O prazo de 61 (sessenta e um) dias, a contar de 08/04/2009 e a vencer-se em 08/06/2009, para que os acionistas, a seu livre e exclusivo critério, possam ajustar a sua posição de ações, por espécie, em lotes múltiplos de 50 (cinqüenta) ações, mediante negociação na BMFBOVESPA S.A., por intermédio de Corretora de sua livre escolha.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Usiminas avança com possível desoneração do IPI s/ linha branca
A expectativa de que o governo zere o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre produtos da linha branca impulsionava as ações da Usiminas, que figuram entre as maiores altas do Ibovespa. As ordinárias avançavam 6,42% e as preferenciais, +6,52%. No mesmo horário, o índice operava na máxima, com ganhos de 1,76%, aos 46.070 pontos.
“A Usiminas é importante fornecedora de aços planos, utilizados na fabricação de refrigeradores. A desoneração do IPI ajuda as ações da companhia”, comentou Jayme Alves, da Spinelli Corretora.
Os papéis da siderúrgica registravam ganhos mais acentuados que os de CSN (+2,65%), Gerdau (+2,99%) e Metalúrgica Gerdau (+2,74%). (Lucia Kassai)
Fonte: AE Broadcast
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“A Usiminas é importante fornecedora de aços planos, utilizados na fabricação de refrigeradores. A desoneração do IPI ajuda as ações da companhia”, comentou Jayme Alves, da Spinelli Corretora.
Os papéis da siderúrgica registravam ganhos mais acentuados que os de CSN (+2,65%), Gerdau (+2,99%) e Metalúrgica Gerdau (+2,74%). (Lucia Kassai)
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Vale confirma pagamento da primeira parcela dos dividendos referentes a 2009
SÃO PAULO - Por meio de nota enviada ao mercado, a Vale (VALE3, VALE5) informou que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento, no valor de R$ 2,735 bilhões referente à primeira parcela de remuneração aos acionistas de 2009.
A cifra correspondente a R$ 0,5245 por ação em circulação e o pagamento será efetuado sob a forma de dividendos. A mineradora informou que a distribuição ocorrerá a partir do dia 30 de abril de 2009.
Todos os investidores que possuírem ações da Vale até o dia 15 de abril terão direito ao recebimento da remuneração ao acionista. Já para os detentores de ADRs (American Depositary Receipts) de emissão da empresa negociados na bolsa de Nova York e na Euronext Paris o prazo é até o dia 20 deste mês.
Segundo a nota, os detentores das ações que desejarem reaplicar automaticamente a remuneração em ações da empresa poderão aderir ao programa "Vale Investir", entrando em contato com os bancos credenciados para a realização dessa operação (Bradesco e Banco do Brasil).
Notas conversíveis
A empresa anunciou ainda que pagará juros adicionais aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis em ADRs e com vencimento em 15 de junho de 2010 emitidos pela subsidiária integral, Vale Capital, em duas séries, RIO e RIO P.
De acordo com o release publicado, os detentores das notas da série RIO receberão juros adicionais de R$ 1,0737 por nota enquanto os detentores das notas da série RIO P receberão R$ 1,274 por nota. Esses montantes em reais serão convertidos em dólares de acordo com taxa de câmbio vigente em 30 de abril de 2009.
Por sua vez, as notas tomam a forma ex-provento na NYSE (New York Stock Exchange) no dia 16 de abril de 2009. Investidores que possuem as notas através de conta com o DTC (Depositary Trust Company) receberão o pagamento de acordo com os procedimentos do órgão e de seus custodiantes.
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A cifra correspondente a R$ 0,5245 por ação em circulação e o pagamento será efetuado sob a forma de dividendos. A mineradora informou que a distribuição ocorrerá a partir do dia 30 de abril de 2009.
Todos os investidores que possuírem ações da Vale até o dia 15 de abril terão direito ao recebimento da remuneração ao acionista. Já para os detentores de ADRs (American Depositary Receipts) de emissão da empresa negociados na bolsa de Nova York e na Euronext Paris o prazo é até o dia 20 deste mês.
Segundo a nota, os detentores das ações que desejarem reaplicar automaticamente a remuneração em ações da empresa poderão aderir ao programa "Vale Investir", entrando em contato com os bancos credenciados para a realização dessa operação (Bradesco e Banco do Brasil).
Notas conversíveis
A empresa anunciou ainda que pagará juros adicionais aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis em ADRs e com vencimento em 15 de junho de 2010 emitidos pela subsidiária integral, Vale Capital, em duas séries, RIO e RIO P.
De acordo com o release publicado, os detentores das notas da série RIO receberão juros adicionais de R$ 1,0737 por nota enquanto os detentores das notas da série RIO P receberão R$ 1,274 por nota. Esses montantes em reais serão convertidos em dólares de acordo com taxa de câmbio vigente em 30 de abril de 2009.
Por sua vez, as notas tomam a forma ex-provento na NYSE (New York Stock Exchange) no dia 16 de abril de 2009. Investidores que possuem as notas através de conta com o DTC (Depositary Trust Company) receberão o pagamento de acordo com os procedimentos do órgão e de seus custodiantes.
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Bom dia Ipê Invest - 16-04-2009

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quarta-feira, 15 de abril de 2009
MORGAN STANLEY RECOMENDA REALIZAR LUCROS COM ADRS DE PETROBRAS
O Morgan Stanley soltou relatório hoje no qual recomenda que os investidores realizem lucros com os ADRs de Petrobras, diante da possibilidade de corte do preço do diesel no Brasil. A casa, no entanto, manteve sua recomendação para o papel em equal-weight e o preço-alvo em US$ 30,00 o ADR. Há instantes, as ações preferenciais da Petrobras recuavam 2,39% e pesavam no Ibovespa, que perdia 1,14%, aos 44.901 pontos. Os ADRs operavam em baixa de 2,99% em Nova York.
A instituição ponderou no relatório que o diesel representa cerca de 30% das receitas domésticas da estatal. Além disso, o diesel atualmente estaria sendo vendido com um prêmio próximo de 75% sobre os preços nos Estados Unidos. "Assumindo um corte de 10% no preço na refinaria, ou 8% ao consumidor final, projetamos uma queda de 6,33% do lucro por ação em 2009, de US$ 2,21 para US$ 2,07, e de -13,36% para 2010, de US$ 2,17 para US$ 1,88 por ação", escreveu o analista Subhojit Daripa.
Para o Morgan Stanley, é provável que o preço do diesel seja reduzido, uma vez que representa de 40% a 50% dos custos de frete e o governo está envolvido em um esforço de reativar a economia.
Daripa ressaltou, ainda, que um corte da ordem de 10% do diesel não representa uma ameaça para o plano de investimentos da estatal, uma vez que os elevados preços do petróleo no mercado internacional devem garantir o fluxo de caixa necessário para custear os investimentos.(Lucia Kassai)
Fonte: AE Broadcast
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A instituição ponderou no relatório que o diesel representa cerca de 30% das receitas domésticas da estatal. Além disso, o diesel atualmente estaria sendo vendido com um prêmio próximo de 75% sobre os preços nos Estados Unidos. "Assumindo um corte de 10% no preço na refinaria, ou 8% ao consumidor final, projetamos uma queda de 6,33% do lucro por ação em 2009, de US$ 2,21 para US$ 2,07, e de -13,36% para 2010, de US$ 2,17 para US$ 1,88 por ação", escreveu o analista Subhojit Daripa.
Para o Morgan Stanley, é provável que o preço do diesel seja reduzido, uma vez que representa de 40% a 50% dos custos de frete e o governo está envolvido em um esforço de reativar a economia.
Daripa ressaltou, ainda, que um corte da ordem de 10% do diesel não representa uma ameaça para o plano de investimentos da estatal, uma vez que os elevados preços do petróleo no mercado internacional devem garantir o fluxo de caixa necessário para custear os investimentos.(Lucia Kassai)
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Aumento do retorno eleva procura por multimercados
Por Financial Web
15/04/2009
Captação líquida da categoria foi de R$ 2,073 bilhões em março. Ganhos atingiram quase 5% no acumulado do ano
SÃO PAULO - Depois de amargar perdas em 2008, por conta da aversão ao risco dos investidores resultante da crise financeira internacional, os fundos multimercados reagem nos primeiros meses de 2009 e ganham vigor. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), a captação líquida dessa categoria foi de R$ 2,073 bilhões em março deste ano, reduzindo o déficit acumulado no ano para R$ 3,78 bilhões.
Com isso, o patrimônio líquido dessa classe de investimento passou de R$ 267,765 bilhões para R$ 272,939 bilhões no intervalo de um mês, o que representa avanço de quase 2%. Pela média geral, o PL dos fundos avançou com vigor um pouco menor, de 1,5%, passando de R$ 1,139 trilhão para R$ 1,157 trilhão no mesmo intervalo de tempo.
De acordo com especialistas, esse movimento é resultado, principalmente, de dois fatores: um entendimento maior do tamanho do colapso financeiro que assolou as Bolsas ao redor do mundo no ano passado e a recuperação da renda variável, que garante retornos mais atrativos para aplicações de maior risco.
Como exemplo, segundo a Anbid, os fundos multimercados com renda variável e alavancagem registraram rentabilidade média de 3,31% nos três primeiros meses do ano. Aqueles sem renda variável e com alavancagem, por sua vez, somaram 4,98% no período. Os multimercados com renda variável performaram 3,88% e os sem renda variável, 3,67%.
“Até outubro de 2008 essa categoria de fun dos teve rentabilidade reduzida por conta da turbulência gerada pela crise. Mas, a partir de outubro do ano passado, já
notamos uma recuperação, o que reafirma o perfil de longo prazo dessas categorias”, comentou Alexandre Zákia, vice-presidente da associação.
Economista da LLA Investimentos, Sérgio Manoel Correia vai além. “Em 2008, um mix de fundos não rendeu bem, também porque a taxa de juro brasileira estava extremamente atraente. Com isso, muitos investidores migraram de aplicações como essa para o CDB [certificado de depósito bancário]”, explicou.
Vale citar que a crise de crédito atingiu em cheio os bancos em 2008. Com a escassez de linhas interbancárias, as instituições financeiras foram obrigadas a procurar outras formas de levantar recursos para manter a liberação de crédito aos clientes em crescimento. A alternativa encontrada foi apelar para o investidor, pagando juros maiores no CDB. O cotista de fundos, portanto, migrou sua aplicação.
“O cenário não é róseo, não dá para saber quando a economia vai recuperar. Mas tem uma tranquilidade um pouco maior. Todos aqueles ruídos do ano passado acontecem em um grau muito menor, e isso facilita que os investidores tenham vontade de tomar risco”, ponderou Correia.
Conforme a Anbid, o primeiro trimestre também foi caracterizado por níveis menores de volatilidade nos retornos, quando comparados aos registrados nos últimos meses de 2008. A volatilidade registrada pelos multimercados, por exemplo, atingiu o pico de 12% ao longo do último trimestre do ano passado. No fim de março, estava em 2,9%.
Sem atingir o ideal
Contudo, de acordo com a associação, as aplicações da indústria de fundos de uma forma geral representaram 32,4% do PL, proporção menor ao do padrão identificado nos últimos três anos, que é de cerca de 35,2%. Já os resgates ficaram em 31,7% do total, também abaixo da média de 34,4%.
“A redução reflete o cenário de menor atividade econômica no Brasil e no mundo, com investidores, em média, poupando menos, mas também reduzindo os gastos”, explicou Zákia.
Para Correia, da LLA Investimento, os próximos meses não devem representar um crescimento extremamente favorável para a categoria. “Com certeza os investidores ainda migrarão para os fundos multimercados, mas não será nada parecido com o fim de 2006 e 2007, quando o investimento nesse fundo ficou bem acima do que o indicado”, ponderou.
Em termos de relevância, o segmento dos multimercados está em segundo lugar na indústria de fundos como um todo, somando 23,11% dos ativos. A maior fatia está com a renda fixa (28,88%). Em terceiro lugar, estão os referenciados DI (15,73%).
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15/04/2009
Captação líquida da categoria foi de R$ 2,073 bilhões em março. Ganhos atingiram quase 5% no acumulado do ano
SÃO PAULO - Depois de amargar perdas em 2008, por conta da aversão ao risco dos investidores resultante da crise financeira internacional, os fundos multimercados reagem nos primeiros meses de 2009 e ganham vigor. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), a captação líquida dessa categoria foi de R$ 2,073 bilhões em março deste ano, reduzindo o déficit acumulado no ano para R$ 3,78 bilhões.
Com isso, o patrimônio líquido dessa classe de investimento passou de R$ 267,765 bilhões para R$ 272,939 bilhões no intervalo de um mês, o que representa avanço de quase 2%. Pela média geral, o PL dos fundos avançou com vigor um pouco menor, de 1,5%, passando de R$ 1,139 trilhão para R$ 1,157 trilhão no mesmo intervalo de tempo.
De acordo com especialistas, esse movimento é resultado, principalmente, de dois fatores: um entendimento maior do tamanho do colapso financeiro que assolou as Bolsas ao redor do mundo no ano passado e a recuperação da renda variável, que garante retornos mais atrativos para aplicações de maior risco.
Como exemplo, segundo a Anbid, os fundos multimercados com renda variável e alavancagem registraram rentabilidade média de 3,31% nos três primeiros meses do ano. Aqueles sem renda variável e com alavancagem, por sua vez, somaram 4,98% no período. Os multimercados com renda variável performaram 3,88% e os sem renda variável, 3,67%.
“Até outubro de 2008 essa categoria de fun dos teve rentabilidade reduzida por conta da turbulência gerada pela crise. Mas, a partir de outubro do ano passado, já
notamos uma recuperação, o que reafirma o perfil de longo prazo dessas categorias”, comentou Alexandre Zákia, vice-presidente da associação.
Economista da LLA Investimentos, Sérgio Manoel Correia vai além. “Em 2008, um mix de fundos não rendeu bem, também porque a taxa de juro brasileira estava extremamente atraente. Com isso, muitos investidores migraram de aplicações como essa para o CDB [certificado de depósito bancário]”, explicou.
Vale citar que a crise de crédito atingiu em cheio os bancos em 2008. Com a escassez de linhas interbancárias, as instituições financeiras foram obrigadas a procurar outras formas de levantar recursos para manter a liberação de crédito aos clientes em crescimento. A alternativa encontrada foi apelar para o investidor, pagando juros maiores no CDB. O cotista de fundos, portanto, migrou sua aplicação.
“O cenário não é róseo, não dá para saber quando a economia vai recuperar. Mas tem uma tranquilidade um pouco maior. Todos aqueles ruídos do ano passado acontecem em um grau muito menor, e isso facilita que os investidores tenham vontade de tomar risco”, ponderou Correia.
Conforme a Anbid, o primeiro trimestre também foi caracterizado por níveis menores de volatilidade nos retornos, quando comparados aos registrados nos últimos meses de 2008. A volatilidade registrada pelos multimercados, por exemplo, atingiu o pico de 12% ao longo do último trimestre do ano passado. No fim de março, estava em 2,9%.
Sem atingir o ideal
Contudo, de acordo com a associação, as aplicações da indústria de fundos de uma forma geral representaram 32,4% do PL, proporção menor ao do padrão identificado nos últimos três anos, que é de cerca de 35,2%. Já os resgates ficaram em 31,7% do total, também abaixo da média de 34,4%.
“A redução reflete o cenário de menor atividade econômica no Brasil e no mundo, com investidores, em média, poupando menos, mas também reduzindo os gastos”, explicou Zákia.
Para Correia, da LLA Investimento, os próximos meses não devem representar um crescimento extremamente favorável para a categoria. “Com certeza os investidores ainda migrarão para os fundos multimercados, mas não será nada parecido com o fim de 2006 e 2007, quando o investimento nesse fundo ficou bem acima do que o indicado”, ponderou.
Em termos de relevância, o segmento dos multimercados está em segundo lugar na indústria de fundos como um todo, somando 23,11% dos ativos. A maior fatia está com a renda fixa (28,88%). Em terceiro lugar, estão os referenciados DI (15,73%).
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Luis Largman, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Cyrela conversa com a Ipê Invest
Por Denise Alonso - Market Watch Brasil
15/04/2009
http://ri.brazilrealty.com.br
Por que o investidor deve escolher comprar ações da Cyrela?
Largman: Bom, primeiro porque o mercado imobiliário brasileiro apresenta um potencial enorme, afinal é um mercado não atendido. O déficit habitacional no Brasil atinge sete milhões de casas atualmente. Além disso, o investidor de longo prazo poderá contar com ganhos sólidos e risco relativamente pequeno. Quando me refiro a ganhos sólidos falo dos dividendos pagos pela companhia.
Como se explica a alta de 30,4% das ações ordinárias no mês de março?
Largman: Explicam-se pela queda brusca anterior que não teve relação com os fundamentos da empresa. As ações da Cyrela foram precificadas pelo mercado no valor aproximado de R$ 32,00, com a queda da Bolsa de Valores, a mesma ação chegou a custar R$ 6,00. É um movimento irracional, considerando que os fundamentos da empresa não mudaram.
O Senhor poderia por gentileza nos contar sobre a trajetória de negócios da Companhia?
Largman: A companhia vinha crescendo bastante e, estava diante da seguinte situação antes da primeira Oferta Pública de Ações (IPO), poderíamos tomar empréstimos ou crescer via emissão de ações. Na Cyrela há um fator cultural em que preferimos crescer dividindo os riscos, preferimos não ganhar tudo sozinho, ganhar junto com os sócios. Escolhemos então ser e ter bons sócios, do que alavancar a empresa e torná-la endividada. A mensagem principal é queremos crescer, mas com o risco limitado, esses foram os motivos das ofertas públicas.
Como é a participação da Cyrela no mercado nacional?
Largman: A Cyrela Brazil Realty é a maior incorporadora de imóveis do Brasil. Muito conhecido no mercado de residenciais de alto padrão, atua também para médio padrão e mais recentemente no segmento baixa renda. Com o lançamento do novo pacote habitacional atenderemos os clientes com renda anual de R$ 20 a R$ 25 mil. Este novo negócio deverá representar 50% do faturamento da Cyrela. O segmento econômico, batizado como a linha Living, foi iniciado em 2006 quando lançamos 7000 unidades, em 2007 foram 5000 unidades e 2008, mais de 10.000 unidades.
Como é a atuação mundial da Cyrela?
Largman: A Cyrela é uma empresa regional, na realidade não há grandes empresas com atuação no mercado mundial, este é um setor que atua de forma pulverizada. No Brasil a Cyrela é a maior incorporadora, com market share estimado em 10%. Na América Latina estamos entre as 03 primeiras. A nossa atuação fora do Brasil acontece na Argentina, com a oferta de residencial de médio-alto padrão.
Quais são as estratégias de crescimento?
Largman: O nosso foco de crescimento nos próximos anos esta no cliente de baixa renda, resultado também do pacote habitacional lançado pelo Governo. Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o déficit habitacional do Brasil soma a cada ano 1,5 milhão de moradias, aqui na Cyrela preferimos ser mais conservadores, então considerando que há 1,2 milhão como referência o potencial é enorme de crescimento tanto para o setor como para a Cyrela. Mas você percebe que este é um primeiro passo para corrigir o erro, e minimizar o aumento do déficit nacional de habitação, mas ainda não vamos resolver o problema do país em relação a este problema.
Um ponto importante é informar que as nossas empresas não alavancam como as empresas do mesmo setor fora do Brasil. Os imóveis aqui não subiram de preço como aconteceu lá, e ainda, o Brasil criou uma estrutura toda pronta para colher frutos para o futuro.
Você não acha que esta oferta de crédito pode ser um risco também?
Largman: De jeito nenhum. Somente para exemplificar, em 1980 foram financiados mais imóveis do que em 2008. Nós ficamos muito tempo atrás do que nós deveríamos estar. Acredito que em 1980, aproximadamente 500 mil imóveis foram financiados, e em 2008 quase 450 mil. O ponto principal é que estamos voltando ao ponto que estávamos na década de 80.
É possível comparar a oferta de crédito com a história ocorrida por esta oferta realizada nos Estados Unidos?
Largman: Nos Estados Unidos para a compra de um imóvel praticamente não havia investimento inicial. As pessoas estavam comprando seus terceiros ou quartos imóveis. Chamado de mercado “Second Home” (Segunda casa), a compra deste outro imóvel, portanto era especulativa, aqui no Brasil a procura é comprar um imóvel para deixar de pagar aluguel, e passar a viver. Um trabalhador com o mesmo nível salarial de um brasileiro possuía seis ou sete imóveis que adquiria na busca de uma renda com o aluguel, mas nem sempre conseguia honrar seu compromisso com a parcela do outro imóvel, desta forma a economia tornou-se insustentável.
Quais são as oportunidades e riscos dentro do segmento que a Cyrela atua?
Largman: A oportunidade está em todos os lugares, e os riscos são inerentes a atividade, nós estamos ligados a atividade econômica então para nós é muito importante que o desemprego não aumente, e que o PIB não se contraia substancialmente. A grande vantagem neste período é que o crédito é abundante para todos os segmentos, tornando a compra do imóvel extremamente atraente neste momento.
Quais são os planos para 2009?
Largman: Nosso foco é baixa renda, e nos demais segmentos de acordo com as vendas realizadas lançaremos novos produtos.
Como se encontra a distribuição acionária da companhia? Qual a representatividade do investidor pessoa física?
Largman: O investidor pessoa física é um investidor super importante para a Cyrela, ele tem uma participação superior a 10% na empresa, a ação da Cyrela é a mais negociada dentro de seu setor, certamente isso não ocorreria sem a participação relevante do investidor pessoa física. Atualmente o bloco de controle se encontra na faixa de 40%, o restante é free float.
A Cyrela pretende realizar oferta pública até o próximo ano?
Largman: Nestes preços não há o que pensar, não ocorrerá.
Como é feita a distribuição de dividendos?
Largman: 25% do lucro líquido distribuído anualmente.
Como funciona a área de RI?
Largman: É uma área que busca cobrir todos os aspectos de uma empresa do novo mercado, atender todos os tipos de investidores, trabalhar com foco na boa governança dos seus resultados, uma boa divulgação de informações, é uma área dedicada aos acionistas.
O investidor pessoa física tem algum canal de atendimento especial?
Largman: Na verdade especial é que ele é atendido exatamente como qualquer outro investidor, aqui não há privilégios para ninguém, a Cyrela participou de uma disputa realizada pela Revista Capital Aberto avaliando o atendimento oferecido ao investidor pelas áreas de RI, fomos classificados dentre os melhores no atendimento, aqui temos a cultura de que todas as pessoas são cliente e, portanto deverão ser bem atendidos.
Qual o recado que você gostaria de passar aos potenciais investidores da Cyrela?
Largman: Para aqueles que pensam no longo prazo é um dos poucos setores do mundo que há potencial de crescimento, além disso, esse setor aqui no Brasil é uma demanda não atendida. Atualmente ainda temos fartura para financiar empresas e investidores, isso é algo meio raro no mundo. A Cyrela e as empresas deste setor apresentam potencial de crescimento.
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15/04/2009
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Largman: Bom, primeiro porque o mercado imobiliário brasileiro apresenta um potencial enorme, afinal é um mercado não atendido. O déficit habitacional no Brasil atinge sete milhões de casas atualmente. Além disso, o investidor de longo prazo poderá contar com ganhos sólidos e risco relativamente pequeno. Quando me refiro a ganhos sólidos falo dos dividendos pagos pela companhia.
Como se explica a alta de 30,4% das ações ordinárias no mês de março?
Largman: Explicam-se pela queda brusca anterior que não teve relação com os fundamentos da empresa. As ações da Cyrela foram precificadas pelo mercado no valor aproximado de R$ 32,00, com a queda da Bolsa de Valores, a mesma ação chegou a custar R$ 6,00. É um movimento irracional, considerando que os fundamentos da empresa não mudaram.
O Senhor poderia por gentileza nos contar sobre a trajetória de negócios da Companhia?
Largman: A companhia vinha crescendo bastante e, estava diante da seguinte situação antes da primeira Oferta Pública de Ações (IPO), poderíamos tomar empréstimos ou crescer via emissão de ações. Na Cyrela há um fator cultural em que preferimos crescer dividindo os riscos, preferimos não ganhar tudo sozinho, ganhar junto com os sócios. Escolhemos então ser e ter bons sócios, do que alavancar a empresa e torná-la endividada. A mensagem principal é queremos crescer, mas com o risco limitado, esses foram os motivos das ofertas públicas.
Como é a participação da Cyrela no mercado nacional?
Largman: A Cyrela Brazil Realty é a maior incorporadora de imóveis do Brasil. Muito conhecido no mercado de residenciais de alto padrão, atua também para médio padrão e mais recentemente no segmento baixa renda. Com o lançamento do novo pacote habitacional atenderemos os clientes com renda anual de R$ 20 a R$ 25 mil. Este novo negócio deverá representar 50% do faturamento da Cyrela. O segmento econômico, batizado como a linha Living, foi iniciado em 2006 quando lançamos 7000 unidades, em 2007 foram 5000 unidades e 2008, mais de 10.000 unidades.
Como é a atuação mundial da Cyrela?
Largman: A Cyrela é uma empresa regional, na realidade não há grandes empresas com atuação no mercado mundial, este é um setor que atua de forma pulverizada. No Brasil a Cyrela é a maior incorporadora, com market share estimado em 10%. Na América Latina estamos entre as 03 primeiras. A nossa atuação fora do Brasil acontece na Argentina, com a oferta de residencial de médio-alto padrão.
Quais são as estratégias de crescimento?
Largman: O nosso foco de crescimento nos próximos anos esta no cliente de baixa renda, resultado também do pacote habitacional lançado pelo Governo. Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o déficit habitacional do Brasil soma a cada ano 1,5 milhão de moradias, aqui na Cyrela preferimos ser mais conservadores, então considerando que há 1,2 milhão como referência o potencial é enorme de crescimento tanto para o setor como para a Cyrela. Mas você percebe que este é um primeiro passo para corrigir o erro, e minimizar o aumento do déficit nacional de habitação, mas ainda não vamos resolver o problema do país em relação a este problema.
Um ponto importante é informar que as nossas empresas não alavancam como as empresas do mesmo setor fora do Brasil. Os imóveis aqui não subiram de preço como aconteceu lá, e ainda, o Brasil criou uma estrutura toda pronta para colher frutos para o futuro.
Você não acha que esta oferta de crédito pode ser um risco também?
Largman: De jeito nenhum. Somente para exemplificar, em 1980 foram financiados mais imóveis do que em 2008. Nós ficamos muito tempo atrás do que nós deveríamos estar. Acredito que em 1980, aproximadamente 500 mil imóveis foram financiados, e em 2008 quase 450 mil. O ponto principal é que estamos voltando ao ponto que estávamos na década de 80.
É possível comparar a oferta de crédito com a história ocorrida por esta oferta realizada nos Estados Unidos?
Largman: Nos Estados Unidos para a compra de um imóvel praticamente não havia investimento inicial. As pessoas estavam comprando seus terceiros ou quartos imóveis. Chamado de mercado “Second Home” (Segunda casa), a compra deste outro imóvel, portanto era especulativa, aqui no Brasil a procura é comprar um imóvel para deixar de pagar aluguel, e passar a viver. Um trabalhador com o mesmo nível salarial de um brasileiro possuía seis ou sete imóveis que adquiria na busca de uma renda com o aluguel, mas nem sempre conseguia honrar seu compromisso com a parcela do outro imóvel, desta forma a economia tornou-se insustentável.
Quais são as oportunidades e riscos dentro do segmento que a Cyrela atua?
Largman: A oportunidade está em todos os lugares, e os riscos são inerentes a atividade, nós estamos ligados a atividade econômica então para nós é muito importante que o desemprego não aumente, e que o PIB não se contraia substancialmente. A grande vantagem neste período é que o crédito é abundante para todos os segmentos, tornando a compra do imóvel extremamente atraente neste momento.
Quais são os planos para 2009?
Largman: Nosso foco é baixa renda, e nos demais segmentos de acordo com as vendas realizadas lançaremos novos produtos.
Como se encontra a distribuição acionária da companhia? Qual a representatividade do investidor pessoa física?
Largman: O investidor pessoa física é um investidor super importante para a Cyrela, ele tem uma participação superior a 10% na empresa, a ação da Cyrela é a mais negociada dentro de seu setor, certamente isso não ocorreria sem a participação relevante do investidor pessoa física. Atualmente o bloco de controle se encontra na faixa de 40%, o restante é free float.
A Cyrela pretende realizar oferta pública até o próximo ano?
Largman: Nestes preços não há o que pensar, não ocorrerá.
Como é feita a distribuição de dividendos?
Largman: 25% do lucro líquido distribuído anualmente.
Como funciona a área de RI?
Largman: É uma área que busca cobrir todos os aspectos de uma empresa do novo mercado, atender todos os tipos de investidores, trabalhar com foco na boa governança dos seus resultados, uma boa divulgação de informações, é uma área dedicada aos acionistas.
O investidor pessoa física tem algum canal de atendimento especial?
Largman: Na verdade especial é que ele é atendido exatamente como qualquer outro investidor, aqui não há privilégios para ninguém, a Cyrela participou de uma disputa realizada pela Revista Capital Aberto avaliando o atendimento oferecido ao investidor pelas áreas de RI, fomos classificados dentre os melhores no atendimento, aqui temos a cultura de que todas as pessoas são cliente e, portanto deverão ser bem atendidos.
Qual o recado que você gostaria de passar aos potenciais investidores da Cyrela?
Largman: Para aqueles que pensam no longo prazo é um dos poucos setores do mundo que há potencial de crescimento, além disso, esse setor aqui no Brasil é uma demanda não atendida. Atualmente ainda temos fartura para financiar empresas e investidores, isso é algo meio raro no mundo. A Cyrela e as empresas deste setor apresentam potencial de crescimento.
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Market Watch
O que você faz pelo seu futuro financeiro?
Por Denise Alonso - Market Watch Brasil
15/04/2009
O presente momento é um trabalho árduo com longas reuniões, trânsito entre outros desafios que enfrentamos diariamente com o objetivo de conseguirmos um futuro mais tranqüilo, e com dinheiro no bolso. Engraçado que, de fato, nos dedicamos muito pouco para garantir nossa tranqüilidade.
Sonhamos com viagens, vida mais equilibrada e bons vinhos durante nossa aposentadoria, mas para isso ocorrer no futuro, hoje você precisa agir!
Raramente encontramos tempo para cuidar do nosso próprio dinheiro, mas investir em você é o melhor presente para o seu futuro. Para a primeira edição da Newsletter da Ipê, dedicamos este espaço a um produto essencial para aqueles que se consideram ou não investidores. A Previdência Privada.
Realmente não podemos nem devemos contar com a Previdência Social. Só ano passado, o déficit da previdência foi de 1,25% do PIB. Para resolver o problema, o governo teria três opções: aumentar a contribuição; aumentar o tempo de trabalho; e ou diminuir o benefício. Nenhuma delas, no entanto, são ações eleitoreiras —por isso será difícil termos um líder capaz de transformar este quadro.
Ainda que esta transformação ocorresse, como já aconteceu em alguns países, a experiência demonstra e reafirma que o papel da Previdência Social é cobrir as necessidades básicas. E o seu sonho certamente não se restringe após tantos anos de trabalho ter dinheiro somente para pagar algumas contas de água e luz.
A execução de um plano para uma aposentadoria tranqüila não é nada complicado. Afinal coisa boa, é coisa simples!
Você deverá definir quando deseja usufruir da previdência privada, ou seja, qual será o tempo de sua contribuição. Isso lembrando que, quanto maior tempo de depósito, menores serão as parcelas. É fundamental estabelecer um valor que você possa honrar todo mês, que de fato possa guardar.
Outro mandamento dos investimentos é a disciplina para realizar os depósitos mensais, e não sacar em alguma eventualidade. Este dinheiro é para sua velhice, portanto, esqueça-o! A previdência é intocável.
Prensando no intocável, este é um dinheiro que sempre estará com você e para os beneficiários que você desejar, ou seja, quando você falecer a sua família terá acesso a este dinheiro mais rápido, por não entrar em inventário. Como resultado, a família terá menos custos. Além disso, em casos de inadimplência, o dinheiro investido na previdência está blindado protegendo o seu futuro e de sua família.
A previdência privada, portanto não se restringe para crianças, jovens e adultos, para os mais velhos também é interessante. Aquele dinheiro que você tem guardado em outros investimentos pode ser transferido para uma previdência, se achar que é prudente deixar seus filhos com a garantia de ter uma vida mais amena ao menos financeiramente quando você for daqui para melhor.
Outra coisa interessante nesse tipo de investimento é que é possível escolher como será pago o Imposto de Renda. Um dos tipos de previdência, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), pode ser deduzido do Imposto de Renda até a proporção de 12% da renda bruta anual.
Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é indicado àqueles que fazem declaração simplificada do IR, já que não está prevista nenhuma dedução.
Mas existe uma estratégia ainda melhor: escolher os dois tipos. O mecanismo é utilizado por pessoas com renda muito alta. Dessa forma, quando realizada a declaração completa do IR, você pode usufruir de todos os benefícios pelo PGBL, sem equivalentes em outro tipo de aplicação. Se você desejar guardar mais um pouquinho para sua aposentadoria você deverá pensar nas vantagens de abrir um VGBL. Isso porque, no VGBL o IR incide apenas sobre o rendimento, e não sobre o patrimônio todo, como no PGBL.
Somente a dedicação e disciplina permitem a você, a possibilidade de atingir seus sonhos de longo prazo. Afinal este trabalho todo que temos diariamente tem que servir para nos proporcionar muito prazer não só agora, mas lá na frente também.
Para Investir: www.ipeinvest.com.br
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15/04/2009
O presente momento é um trabalho árduo com longas reuniões, trânsito entre outros desafios que enfrentamos diariamente com o objetivo de conseguirmos um futuro mais tranqüilo, e com dinheiro no bolso. Engraçado que, de fato, nos dedicamos muito pouco para garantir nossa tranqüilidade.
Sonhamos com viagens, vida mais equilibrada e bons vinhos durante nossa aposentadoria, mas para isso ocorrer no futuro, hoje você precisa agir!
Raramente encontramos tempo para cuidar do nosso próprio dinheiro, mas investir em você é o melhor presente para o seu futuro. Para a primeira edição da Newsletter da Ipê, dedicamos este espaço a um produto essencial para aqueles que se consideram ou não investidores. A Previdência Privada.
Realmente não podemos nem devemos contar com a Previdência Social. Só ano passado, o déficit da previdência foi de 1,25% do PIB. Para resolver o problema, o governo teria três opções: aumentar a contribuição; aumentar o tempo de trabalho; e ou diminuir o benefício. Nenhuma delas, no entanto, são ações eleitoreiras —por isso será difícil termos um líder capaz de transformar este quadro.
Ainda que esta transformação ocorresse, como já aconteceu em alguns países, a experiência demonstra e reafirma que o papel da Previdência Social é cobrir as necessidades básicas. E o seu sonho certamente não se restringe após tantos anos de trabalho ter dinheiro somente para pagar algumas contas de água e luz.
A execução de um plano para uma aposentadoria tranqüila não é nada complicado. Afinal coisa boa, é coisa simples!
Você deverá definir quando deseja usufruir da previdência privada, ou seja, qual será o tempo de sua contribuição. Isso lembrando que, quanto maior tempo de depósito, menores serão as parcelas. É fundamental estabelecer um valor que você possa honrar todo mês, que de fato possa guardar.
Outro mandamento dos investimentos é a disciplina para realizar os depósitos mensais, e não sacar em alguma eventualidade. Este dinheiro é para sua velhice, portanto, esqueça-o! A previdência é intocável.
Prensando no intocável, este é um dinheiro que sempre estará com você e para os beneficiários que você desejar, ou seja, quando você falecer a sua família terá acesso a este dinheiro mais rápido, por não entrar em inventário. Como resultado, a família terá menos custos. Além disso, em casos de inadimplência, o dinheiro investido na previdência está blindado protegendo o seu futuro e de sua família.
A previdência privada, portanto não se restringe para crianças, jovens e adultos, para os mais velhos também é interessante. Aquele dinheiro que você tem guardado em outros investimentos pode ser transferido para uma previdência, se achar que é prudente deixar seus filhos com a garantia de ter uma vida mais amena ao menos financeiramente quando você for daqui para melhor.
Outra coisa interessante nesse tipo de investimento é que é possível escolher como será pago o Imposto de Renda. Um dos tipos de previdência, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), pode ser deduzido do Imposto de Renda até a proporção de 12% da renda bruta anual.
Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é indicado àqueles que fazem declaração simplificada do IR, já que não está prevista nenhuma dedução.
Mas existe uma estratégia ainda melhor: escolher os dois tipos. O mecanismo é utilizado por pessoas com renda muito alta. Dessa forma, quando realizada a declaração completa do IR, você pode usufruir de todos os benefícios pelo PGBL, sem equivalentes em outro tipo de aplicação. Se você desejar guardar mais um pouquinho para sua aposentadoria você deverá pensar nas vantagens de abrir um VGBL. Isso porque, no VGBL o IR incide apenas sobre o rendimento, e não sobre o patrimônio todo, como no PGBL.
Somente a dedicação e disciplina permitem a você, a possibilidade de atingir seus sonhos de longo prazo. Afinal este trabalho todo que temos diariamente tem que servir para nos proporcionar muito prazer não só agora, mas lá na frente também.
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C.SUISSE:AÇÕES DA PETROBRAS PRECIFICAM POTENCIAL DE EXPANSÃO ATÉ 2020
O Credit Suisse divulgou relatório há pouco em que avalia que o preço atual das ações da Petrobras já incorpora integralmente o potencial de crescimento da estatal até 2020 (inclusive os projetos do pré-sal), com base nas diretrizes apresentadas no último plano estratégico 2009-2013 da petrolífera. "Nós acreditamos que o mercado precificou o melhor cenário para a Petrobras até o momento", afirmaram os analistas Emerson Leite e Vinicius Canheu. Às 12h15, os papéis PN da estatal eram negociados a R$ 29,83, queda de 2,20%.
Para os analistas, as ações da Petrobras são negociadas a um múltiplo de 19,4x na relação preço sobre lucro (P/L), acima dos pares no setor de petróleo. "O múltiplo atual de 19,4x equivale a 11x o P/L em 2020 trazido a valor presente", projetaram os analistas. Na visão dos especialistas, os investidores pagam um valor elevado pelas ações da estatal. "Os investidores se sentem confortáveis pagando pelas ações da Petrobras por causa das melhores perspectivas de crescimento do que os seus pares. Enquanto não nos opomos a esta visão, nós acreditamos que os investidores estão pagando em excesso pelo crescimento", disseram.
Para chegar a essa conclusão, os analistas utilizaram como base as seguintes premissas: as metas agressivas da Petrobras de produção de óleo e gás; o preço do barril do petróleo no longo prazo na faixa de US$ 70 (que é 40% do preço spot atual e em linha com as cotações do barril nos contratos futuros); o declínio nos custos de refino; e as projeções agressivas de investimentos. Para 2020, o Credit Suisse projeta um preço-alvo de US$ 32 para os ADRs da Petrobras. O preço-alvo ao final deste ano para as ADRs é de US$ 26.
Apesar de avaliar que o potencial de crescimento da Petrobras nos próximos anos já está totalmente precificado pelo mercado nas cotações atuais da companhia, o Credit Suisse não reviu o preço-alvo para os ADRs e nem a avaliação para o papel, mantendo a recomendação em "neutral". Às 12h25, os ADRS eram negociados na Bolsa de Nova York em US$ 34,29, queda de 2,34%. (Wellington Bahnemann)
Fonte: AE Broadcast
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Para os analistas, as ações da Petrobras são negociadas a um múltiplo de 19,4x na relação preço sobre lucro (P/L), acima dos pares no setor de petróleo. "O múltiplo atual de 19,4x equivale a 11x o P/L em 2020 trazido a valor presente", projetaram os analistas. Na visão dos especialistas, os investidores pagam um valor elevado pelas ações da estatal. "Os investidores se sentem confortáveis pagando pelas ações da Petrobras por causa das melhores perspectivas de crescimento do que os seus pares. Enquanto não nos opomos a esta visão, nós acreditamos que os investidores estão pagando em excesso pelo crescimento", disseram.
Para chegar a essa conclusão, os analistas utilizaram como base as seguintes premissas: as metas agressivas da Petrobras de produção de óleo e gás; o preço do barril do petróleo no longo prazo na faixa de US$ 70 (que é 40% do preço spot atual e em linha com as cotações do barril nos contratos futuros); o declínio nos custos de refino; e as projeções agressivas de investimentos. Para 2020, o Credit Suisse projeta um preço-alvo de US$ 32 para os ADRs da Petrobras. O preço-alvo ao final deste ano para as ADRs é de US$ 26.
Apesar de avaliar que o potencial de crescimento da Petrobras nos próximos anos já está totalmente precificado pelo mercado nas cotações atuais da companhia, o Credit Suisse não reviu o preço-alvo para os ADRs e nem a avaliação para o papel, mantendo a recomendação em "neutral". Às 12h25, os ADRS eram negociados na Bolsa de Nova York em US$ 34,29, queda de 2,34%. (Wellington Bahnemann)
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Bom dia Ipê Invest 15-04-2009

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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Bom dia Ipê Invest - 13-04-2009
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Próximo bull market já está começando na América Latina, afirma Citi
SÃO PAULO - Diferente dos mercados tradicionais, como o norte-americano e o europeu, as bolsas da América Latina engataram neste primeiro trimestre uma alta significativa.
Segundo o Citigroup, o índice MSCI Latin America, que reúne as principais empresas da região, ultrapassou seu canal de cinco meses traçado, e agora localiza-se em um ponto acima.
Diante este desempenho, a equipe do banco norte-americano não reluta em afirmar: o próximo Bull Market já está começando na América Latina e deve durar pelo menos cinco anos.
Brasil como favorito
A escalada do MSCI, na visão dos analistas, "expirou", por assim dizer, a possibilidade de um pullback mais intenso, de modo que a equipe não acredita que o índice do mercado latino-americano irá voltar a negociar abaixo do ponto médio do canal.
Por isso, o banco, por agora, reiterou sua recomendação de neutro para o Brasil - "nosso mercado favorito no longo prazo" - e de underweight (abaixo da média) para o México.
Segundo a avaliação da equipe, o mercado mexicano é mais fraco quando comparado com seus pares internacionais e aparenta estar sobrecomprado, o que não instiga confiança por parte dos analistas. Para Chile e Colômbia, foi mantida a recomendação overweight (acima da média).
Força dos latinos
Ambientado no bull market, os mercados emergentes e latino-americanos terão mais uma vez uma performance acima da média, impulsionados principalmente pela alta das commodities e junto à recuperação da economia global, que se inserem na melhora dos fundamentos regionais.
Na ponta deste desempenho, deverão estar os setores de materiais básicos, energia e financeiro, afirmam os analistas da instituição norte-americana.
Por acreditar na força dos países, os analistas já precificam um próximo bull market para o bloco, que deve ser regido por uma inflação reduzida, aumento do juro básico nos EUA e recuperação gradual da maior economia do mundo.
Neste novo bull market, Brasil e Peru devem ter performance acima da média, enquanto o México pode demorar um pouco mais para arrancar, uma vez que a recuperação de sua economia está intimamente ligada ao desempenho favorável da economia dos EUA.
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Segundo o Citigroup, o índice MSCI Latin America, que reúne as principais empresas da região, ultrapassou seu canal de cinco meses traçado, e agora localiza-se em um ponto acima.
Diante este desempenho, a equipe do banco norte-americano não reluta em afirmar: o próximo Bull Market já está começando na América Latina e deve durar pelo menos cinco anos.
Brasil como favorito
A escalada do MSCI, na visão dos analistas, "expirou", por assim dizer, a possibilidade de um pullback mais intenso, de modo que a equipe não acredita que o índice do mercado latino-americano irá voltar a negociar abaixo do ponto médio do canal.
Por isso, o banco, por agora, reiterou sua recomendação de neutro para o Brasil - "nosso mercado favorito no longo prazo" - e de underweight (abaixo da média) para o México.
Segundo a avaliação da equipe, o mercado mexicano é mais fraco quando comparado com seus pares internacionais e aparenta estar sobrecomprado, o que não instiga confiança por parte dos analistas. Para Chile e Colômbia, foi mantida a recomendação overweight (acima da média).
Força dos latinos
Ambientado no bull market, os mercados emergentes e latino-americanos terão mais uma vez uma performance acima da média, impulsionados principalmente pela alta das commodities e junto à recuperação da economia global, que se inserem na melhora dos fundamentos regionais.
Na ponta deste desempenho, deverão estar os setores de materiais básicos, energia e financeiro, afirmam os analistas da instituição norte-americana.
Por acreditar na força dos países, os analistas já precificam um próximo bull market para o bloco, que deve ser regido por uma inflação reduzida, aumento do juro básico nos EUA e recuperação gradual da maior economia do mundo.
Neste novo bull market, Brasil e Peru devem ter performance acima da média, enquanto o México pode demorar um pouco mais para arrancar, uma vez que a recuperação de sua economia está intimamente ligada ao desempenho favorável da economia dos EUA.
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SLW lista cinco ações que podem ter desempenho diferenciado na semana

SÃO PAULO - A SLW anunciou suas recomendações em ações para esta semana, ressaltando que o mercado, após o rali da semana passada, pode testar novas altas, diante do feriado e da agenda com poucos indicadores.
Por outro lado, a corretora lembra com cautela que irá começar a temporada de divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2009, assim como a questão das montadoras de automóveis nos EUA, que continua sem resolução.
Considerando o cenário esperado pela corretora no período, a carteira recomendada lista cinco ações que, de acordo com os analistas, podem ter um desempenho diferenciado frente a outros ativos listados na BM&F Bovespa.
Confira as recomendações
*Potencial de valorização com base em fechamento do dia 3 de abril
Bradesco
Segundo a SLW, abril pode ser positivo para o setor bancário nos EUA por conta do plano de recuperação dos bancos, refletindo positivamente aqui no Brasil. A corretora também aponta o desempenho mais fraco das ações do Bradesco na comparação com seus pares, em março.
Confab
A empresa apresentou bom resultado no quarto trimestre de 2008. Os analistas acreditam que, tendo em vista o seu potencial de crescimento, a empresa tende a acompanhar o desempenho do setor de petróleo e gás.
Gol
A SLW recomenda posicionamento de curto prazo nas ações da empresa, pois acredita que os fatos negativos que afetam as perspectivas já estariam precificados.
Light
A companhia apresentou melhora no desempenho operacional em 2008, com crescimento de 32% no Ebitda (geração operacional de caixa) em comparação com o exercício anterior. Destaca também a reestruturação da empresa, que apresenta situação financeira em equilíbrio e fortalecimento da política de dividendos.
Net
A empresa apresentou bom resultado no quarto trimestre de 2008, o que leva os analistas a acreditarem que as ações manterão desempenho forte. Além disso, existe a possibilidade da decisão favorável da Anatel, no curto prazo, sobre a continuidade de cobrança do ponto adicional na TV por assinatura.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Bolsa de Valores: Cassino ou Investimento
Quando um brasileiro de classe média ouve falar em bolsas de valores, a primeira imagem que vem a sua mente é a de cassino ou de casa de apostas. A bolsa é vista por muita gente como “ciranda financeira”, um lugar onde os milionários arriscam seu dinheiro de modo destemido e apostam em empresas como se fossem cavalos. Também se imagina que investidores recebem dicas de ações sussurradas como as barbadas do turfe.
O resultado disso costuma ser, segundo tal visão, uma espiral de perdas e ganhos. As perdas, em geral para o cidadão comum e os ganhos, para aqueles que manipulam as cotações graças ao acesso a informações privilegiadas. Essa imagem da bolsa, portanto, nunca, em toda a história do Brasil, esteve tão distante da realidade.
O espetacular “boom” do mercado de capitais no Brasil nos últimos anos está revolucionando a maneira de pensar, principalmente dos empresários brasileiros.
Paira no ar a sensação de que negócios bem estruturados podem se viabilizar dentro de uma cadeia financeira inédita no país. Essa sensação liberta um espírito empreendedor e capitalista até há pouco tempo desconhecido para os brasileiros. Trata-se de um esboço de Brasil novo, mais estável, globalizado e competitivo. Faz parte de um modelo de nação mais livre e aberta, que oferece uma alternativa de desenvolvimento viável se apoiado por um estado eficiente e justo.
As ações negociadas nas bolsas de valores nada mais são do que “pedaços” do capital de uma empresa. Quem compra ações na bolsa o faz com expectativa de se tornar sócio de uma empresa e de obter um bom retorno, advindo da lucratividade e do crescimento da companhia. As empresas ao abrirem capital, buscam obter recursos para investir, seja contratando gente, sejam equipamentos ou inteligência. Em vez de pedir dinheiro emprestado a bancos, mais empresas buscam captar dinheiro de novos sócios nas bolsas para aperfeiçoar seus produtos e serviços e assim, obter mais lucro. Esse lucro é devolvido ao investidor pelos dividendos distribuídos e pela valorização das ações, pois as empresas que lucram mais valem mais.
Até então, o mercado de capitais não exercia seu papel de intermediar a poupança e o investimento na economia. Com a estabilização, a privatização e a abertura da economia a partir de 1994, o Brasil começou a atrair somas vultosas de investimento estrangeiro direto, ou seja, investimento em empresas tipicamente de propriedade ou controladas por empresas estrangeiras. Portanto, até 2005 pouco capital estrangeiro foi investido em empresas brasileiras, ou seja, pouquíssimo dinheiro veio para a bolsa de valores.
Ao longo do tempo, no entanto, as coisas começaram a mudar para melhor. As leis das Sociedades Anônimas e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram reformadas dando a CVM melhores condições de exercer seu papel de proteção aos acionistas minoritários; os investidores institucionais começaram a ter uma postura mais ativa na gestão das empresas, e a Bolsa de Valores de São Paulo criou o Novo Mercado, uma listagem especial, que identifica as empresas que obedecem a critérios rigorosos de governança corporativa. Além disso, a superação da crise de confiança de 2002, a retomada de um processo de alta nas principais bolsas de valores do mundo, especialmente emergentes, assim como a queda nas taxas de juros domésticas, contribuiu para uma extraordinária decolagem da nossa bolsa. Foi como um passe de mágica: plantadas as semente, assim que o tempo melhorou veio uma sensacional colheita. Os números falam por si: os lançamentos de ações na bolsa atingiram 14 bilhões de reais em 2005, 30 bilhões em 2006 e 70 bilhões em 2007! Esses números são expressivos e como proporção do PIB começa a ser relevantes.
Desta forma, a revolução capitalista vivida pela economia brasileira hoje é resultado da modernização de nosso mercado de capitais e está sendo provocada pela bolsa de valores. Não há crescimento econômico sem crescimento das empresas. Portanto, é à hora ideal para o cidadão comum abandonar as idéias gastas sobre a bolsa e tentar entender como ela funciona e favorece o crescimento da economia.
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O resultado disso costuma ser, segundo tal visão, uma espiral de perdas e ganhos. As perdas, em geral para o cidadão comum e os ganhos, para aqueles que manipulam as cotações graças ao acesso a informações privilegiadas. Essa imagem da bolsa, portanto, nunca, em toda a história do Brasil, esteve tão distante da realidade.
O espetacular “boom” do mercado de capitais no Brasil nos últimos anos está revolucionando a maneira de pensar, principalmente dos empresários brasileiros.
Paira no ar a sensação de que negócios bem estruturados podem se viabilizar dentro de uma cadeia financeira inédita no país. Essa sensação liberta um espírito empreendedor e capitalista até há pouco tempo desconhecido para os brasileiros. Trata-se de um esboço de Brasil novo, mais estável, globalizado e competitivo. Faz parte de um modelo de nação mais livre e aberta, que oferece uma alternativa de desenvolvimento viável se apoiado por um estado eficiente e justo.
As ações negociadas nas bolsas de valores nada mais são do que “pedaços” do capital de uma empresa. Quem compra ações na bolsa o faz com expectativa de se tornar sócio de uma empresa e de obter um bom retorno, advindo da lucratividade e do crescimento da companhia. As empresas ao abrirem capital, buscam obter recursos para investir, seja contratando gente, sejam equipamentos ou inteligência. Em vez de pedir dinheiro emprestado a bancos, mais empresas buscam captar dinheiro de novos sócios nas bolsas para aperfeiçoar seus produtos e serviços e assim, obter mais lucro. Esse lucro é devolvido ao investidor pelos dividendos distribuídos e pela valorização das ações, pois as empresas que lucram mais valem mais.
Até então, o mercado de capitais não exercia seu papel de intermediar a poupança e o investimento na economia. Com a estabilização, a privatização e a abertura da economia a partir de 1994, o Brasil começou a atrair somas vultosas de investimento estrangeiro direto, ou seja, investimento em empresas tipicamente de propriedade ou controladas por empresas estrangeiras. Portanto, até 2005 pouco capital estrangeiro foi investido em empresas brasileiras, ou seja, pouquíssimo dinheiro veio para a bolsa de valores.
Ao longo do tempo, no entanto, as coisas começaram a mudar para melhor. As leis das Sociedades Anônimas e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram reformadas dando a CVM melhores condições de exercer seu papel de proteção aos acionistas minoritários; os investidores institucionais começaram a ter uma postura mais ativa na gestão das empresas, e a Bolsa de Valores de São Paulo criou o Novo Mercado, uma listagem especial, que identifica as empresas que obedecem a critérios rigorosos de governança corporativa. Além disso, a superação da crise de confiança de 2002, a retomada de um processo de alta nas principais bolsas de valores do mundo, especialmente emergentes, assim como a queda nas taxas de juros domésticas, contribuiu para uma extraordinária decolagem da nossa bolsa. Foi como um passe de mágica: plantadas as semente, assim que o tempo melhorou veio uma sensacional colheita. Os números falam por si: os lançamentos de ações na bolsa atingiram 14 bilhões de reais em 2005, 30 bilhões em 2006 e 70 bilhões em 2007! Esses números são expressivos e como proporção do PIB começa a ser relevantes.
Desta forma, a revolução capitalista vivida pela economia brasileira hoje é resultado da modernização de nosso mercado de capitais e está sendo provocada pela bolsa de valores. Não há crescimento econômico sem crescimento das empresas. Portanto, é à hora ideal para o cidadão comum abandonar as idéias gastas sobre a bolsa e tentar entender como ela funciona e favorece o crescimento da economia.
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