SÃO PAULO - Novos sinais positivos da economia norte-americana fizeram o otimismo voltar com toda força na Bovespa, zerando com sobras as perdas da semana anterior para voltar próximo aos níveis de setembro.
Com uma escalada de 5,01 por cento, o Ibovespa alcançou os 51.463 pontos, em meio à disparada dos mercados internacionais de ações e de commodities.
Com impulso dos 2,48 bilhões de reais do exercício de opções, o giro financeiro da sessão bateu em 7,86 bilhões de reais, o segundo maior do ano.
Depois de uma semana embolsando os ganhos acumulados ao longo dos últimos dois meses, os investidores viram em dados econômicos alentadores e em declarações de autoridades motivos para voltar agressivamente para a ponta compradora.
"O dia foi repleto de notícias animadoras, que trouxe o fluxo de compras de volta", disse Nicholas Barbarisi, sócio e diretor de operações da Hera Investment.
Um dos motes foi a afirmação do secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, de que a economia do país está se estabilizando. A isso juntaram-se a divulgação de um índice sobre o setor imobiliário no país, que atingiu o maior nível em oito meses, e a notícia de que a rede de materiais para construção Lowe teve resultado trimestral acima das expectativas.
Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 2,85 por cento. O otimismo se espalhou para os mercados de commodities, produzindo uma disparada de quase 5 por cento na cotação do barril do petróleo, que fechou acima de 59 dólares.
Na bolsa doméstica, concluída a disputa pelos contratos de opções, às 13h, investidores que haviam ficado de fora nos últimos dias justamente para fugir da volatilidade comum às vésperas do exercício, voltaram com ordens maciças de compras.
Diante dessa combinação favorável, a ação preferencial da Petrobras cresceu 4,5 por cento, para 32,71 reais. A preferencial da Vale foi ainda mais longe, disparando 6,3 por cento, para 33,13 reais.
Com menor peso no índice, companhias ligadas ao mercado doméstico deram uma guinada. No setor varejista, Lojas Renner se valorizou em 11,7 por cento, cotada a 23,93 reais. B2W, dona das redes de varejo eletrônico Submarino e Lojas Americanas, ganhou 11,3 por cento, a 39,06 reais.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Analistas do Credit Suisse definem em 47 mil pontos o alvo do Ibovespa em julho
SÃO PAULO - Embora tenha um viés cauteloso ao tratar do desempenho recente dos mercados globais, os analistas do Credit Suisse revisaram suas posições com relação à América Latina, elevando a previsão para a pontuação do Ibovespa no meio do ano, de 43 mil pontos para 47 mil pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (5).
No pregão da véspera, o primeiro do mês de maio, o índice paulista superou os 50 mil pontos pela primeira vez em sete meses. Para o banco suíço, o momento de euforia fez o mercado dar um passo maior que a perna, o que pede retorno para uma estratégia mais defensiva, pautada em ações ligadas ao consumo interno.
Para o México, a meta da bolsa oscilando entre 19 mil e 21 mil pontos nos próximos meses foi levemente incrementada para 20,2 mil e 22,6 mil pontos. Ainda assim, os analistas permanecem com uma sensação negativa sobre o vizinho latino-americano, destacando riscos inerentes à temporada de resultados corporativos.
Demanda doméstica
Voltando ao Brasil, "diante de sinais mistos no plano global e uma ligeira melhora no cenário doméstico, vemos a necessidade de ajustar o portfólio para elevar substancialmente o foco em setores domésticos e para reduzir ainda mais a exposição a empresas relacionadas a commodities", analisa o Credit Suisse, amparado pelo ciclo de queda da Selic.
A instituição financeira manteve exposição "underweight" - abaixo da média do mercado - para o setor de mineração, em Petrobras (PETR3, PETR4) e também em papel & celulose. Já a exposição "overweight" - acima da média - ganhou a inclusão do segmento de varejo, bem como um aumento da aposta em telefonia celular, construção civil e petroquímico. Além da manutenção de energia & saneamento.
Em abril, o portfólio do banco em ações brasileiras registrou valorização de 14,92%, enquanto o Ibovespa apurou ganhos de 15,55% no período.
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No pregão da véspera, o primeiro do mês de maio, o índice paulista superou os 50 mil pontos pela primeira vez em sete meses. Para o banco suíço, o momento de euforia fez o mercado dar um passo maior que a perna, o que pede retorno para uma estratégia mais defensiva, pautada em ações ligadas ao consumo interno.
Para o México, a meta da bolsa oscilando entre 19 mil e 21 mil pontos nos próximos meses foi levemente incrementada para 20,2 mil e 22,6 mil pontos. Ainda assim, os analistas permanecem com uma sensação negativa sobre o vizinho latino-americano, destacando riscos inerentes à temporada de resultados corporativos.
Demanda doméstica
Voltando ao Brasil, "diante de sinais mistos no plano global e uma ligeira melhora no cenário doméstico, vemos a necessidade de ajustar o portfólio para elevar substancialmente o foco em setores domésticos e para reduzir ainda mais a exposição a empresas relacionadas a commodities", analisa o Credit Suisse, amparado pelo ciclo de queda da Selic.
A instituição financeira manteve exposição "underweight" - abaixo da média do mercado - para o setor de mineração, em Petrobras (PETR3, PETR4) e também em papel & celulose. Já a exposição "overweight" - acima da média - ganhou a inclusão do segmento de varejo, bem como um aumento da aposta em telefonia celular, construção civil e petroquímico. Além da manutenção de energia & saneamento.
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Estrategista recomenda compra de ações de emergentes no bear market
SÃO PAULO - Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, liderarão o próximo bull market. É o que prevê o estrategista-chefe para investimentos da Raymond James & Associates, Jeffrey Saut. Ele recomenda aguardar o momento de queda na bolsa brasileira para comprar papéis a preços baixos e, no momento de alta, realizar lucros.
Com a perspectiva de aplicações de longo prazo, ele aposta que, ao enfrentarem o próximo bear market, os ativos de países emergentes - incluindo o Brasil - se tornarão mais atraentes.
Saut recomenda atualmente a compra das ações que sofreram forte perda há nove semanas, principalmente para contrariar a tendência da maioria dos investidores. "Muitos traders colocam agora seu dinheiro na bolsa e o potencial de aumento dos papéis acaba sendo reduzido", avalia.
Aposte no bear market!
Para enfatizar a necessidade de comprar no bear market, o estrategista ainda cita um comentário de Benjamin Graham, autor do livro "O Investidor Inteligente":
"O investidor inteligente realiza lucros com mais riscos quando os preços das ações se valorizam - e com menos risco quando caem. O investidor inteligente teme o bull market, já que torna os ativos mais caros no momento da compra".
Indo na direção contrária à maioria dos investidores, o retorno em momento de procura será maior, estima o estrategista.
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Com a perspectiva de aplicações de longo prazo, ele aposta que, ao enfrentarem o próximo bear market, os ativos de países emergentes - incluindo o Brasil - se tornarão mais atraentes.
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IPO da Visanet a caminho
Milton Vargas, vice-presidente de RI do Bradesco, anunciou ontem (04/05) que a Oferta Pública de Ações (mais conhecida pela sigla IPO em inglês) da Visanet deverá acontecer em cerca de 90 dias. O mercado aguardava ansioso pela emissão primária das ações da companhia, ainda mais após sua concorrente Redecard bater recordes de captação em sua IPO e ter suas ações registrando fortes altas no primeiro dia de negociação. Sem mais detalhes, o IPO da Visanet foi colocado em espera no ano passado após os efeitos da crise se tornarem globais. O capital da Visanet é controlado pelo Bradesco, Banco do Brasil, Santander e a Visa International.
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