sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vale: ótimo início de ano não aproxima ação das apostas ao reajuste do minério

30/01/09 - 10h00

SÃO PAULO - Aos poucos, o mercado parece perceber que as condições para o reajuste de preço do minério de ferro começam a melhorar para as mineradoras. O início de ano da Vale (VALE5, VALE3) impressiona. Parece ignorar a insistência da crise no noticiário, as demissões diárias. Sua ação já recuperou 19% do valor em menos de um mês, graças a esta expectativa.
Apesar da breve recuperação, o papel ainda está muito descontado aos olhos dos analistas. O consenso aponta que o mercado precifica um intervalo entre 30% e 40% de queda no preço do produto. Qualquer redução menor que estes percentuais, portanto, surpreenderá. E há motivos para se apostar na surpresa.

Crise primeiro na China

Além dos sinais já mencionados - dos preços spot, dos estoques chineses, do valor dos fretes - há teorias de que seu principal mercado consumidor, a China, sentiu os impactos da crise antes das outras economias internacionais, diferentemente da impressão causada pelo começo dos problemas nos Estados Unidos.

Especialmente no setor, a desaceleração chinesa se fez presente logo após o término dos jogos olímpicos, na metade do ano passado. A ressaca do evento deixou em stand by investimentos em infraestrutura, que vinham de taxas exponenciais de crescimento.

“A produção chinesa teve seu pior momento no mês de outubro e novembro, e alguma recuperação já pode ser vista em dezembro. Além do aumento do consumo, também pode ser verificado aumento nos preços desde o começo deste mês. Estes dados passam a idéia que a demanda na China já está apresentando recuperação, apesar da queda de 16% frente ao máximo de produção, visto em agosto”, argumenta a Link Investimentos.

A relação com o frete

Outra questão que deve ser considerada é o valor dos fretes. Pela maior distância na comparação com rivais australianas e indianas, a Vale carrega custos de frete maiores. Para se ter uma idéia, uma siderúrgica chinesa chegou a pagar US$ 80 por tonelada à brasileira em julho, mais um frete próximo de US$ 107 por tonelada. Nos US$ 187/ton do preço final, 57% são de frete.

Com a desaceleração econômica e forte retração do preço dos combustíveis, as taxas de frete já caíram pela metade.

Margens blindadas

Pesa a favor da Vale o fato de o minério de ferro ser menos sensível às variações de preço dos metais básicos, haja vista que seus contratos de fornecimento são de longo prazo.

“O minério de ferro é um dos poucos minerais/metais cujas margens permanecem acima de 50% mesmo em caso de uma significativa queda nos preços”, destaca o banco suíço Credit Suisse.

Longe da ação

Enquanto a rodada de negociações recém começa, o mercado de aço dá breve sinal de melhoria. Rumores dão conta de que a Vale abriu as conversas sugerindo uma redução de 10% nos preços e as siderúrgicas argumentam com a deterioração das economias.

Como os contratos firmados são de longo prazo, os preços spot parecem ser o melhor indicador para o resultado das negociações. Atualmente, os dados mostram apenas um pequeno desconto entre os preços do minério de ferro à vista e os contratos de longo prazo, afirma a Link.

Sob este argumento, o reajuste implícito atual é de -11%; muito perto do reajuste sugerido pela Vale, um pouco mais distante dos -20% projetados pela Link, mas muito longe dos 30% a40% de queda que a ação projeta.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Bovespa cola em Nova York e fecha em alta de 0,99%

A Bovespa trabalhou colada ao desempenho das bolsas norte-americanas nesta segunda-feira, o que significou, depois de uma abertura titubeante, várias horas de ganhos expressivos, graças aos indicadores favoráveis nos EUA e notícias positivas do setor bancário europeu. Perto da última hora da sessão doméstica, entretanto, as bolsas nos EUA passaram a oscilar bastante num sobe-e-desce que também chegou à Bovespa. No final, entretanto, o sinal positivo se sobrepôs.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa doméstica, iniciou a semana em elevação de 0,99%, aos 38.509,45 pontos. Na mínima, tocou os 37.831 pontos (-0,79%) e, na máxima, os 39.065 pontos (+2,45%). No mês, a Bovespa sobe 2,56%. O giro financeiro, mais fraco em inícios de semana, totalizou R$ 3,056 bilhões.

Perto do final do pregão doméstico, os papéis do setor financeiro pesaram em Nova York, principalmente no índice Dow Jones. A Bovespa acompanhou durante alguns momentos, também influenciada pela fraqueza das ações dos bancos. Mas as perdas foram sendo reduzidas lá e favoreceram a recuperação doméstica.

Antes disso, os investidores foram às compras motivados pelo crescimento das vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos. Com a queda média de 15% nos preços ante dezembro de 2007, as vendas de imóveis residenciais usados aumentaram 6,5% em dezembro ante novembro, para 4,74 milhões de unidades. A previsão era de que fossem registradas 4,4 milhões de vendas.

A esse índice seguiu-se outro igualmente favorável, o de indicadores antecedentes do Conference Board, que subiu 0,3% em dezembro, em comparação a um declínio de 0,4% em novembro. Os dois índices se sobrepuseram ao dado de atividade nacional medido pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Chicago, que piorou para -3,26 em dezembro, de -2,78 em novembro, e também às seguidas demissões efetivadas hoje. Pelas contas da Dow Jones, foram mais de 79 mil nos EUA, Europa e Japão. No Brasil, apenas as indústrias paulistas demitiram 130 mil no mês de dezembro, o que levou o balanço do ano, que registrava criação de vagas até novembro, a encerrar 2008 com o fechamento de sete mil vagas, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Às 18h18 (de Brasília), o Dow Jones operava em alta de 0,44%; o S&P, de 0,61%; e o Nasdaq, de 0,61%. As bolsas norte-americanas também foram influenciadas pelas notícias do setor bancário europeu, que garantiram também fechamento em alta às bolsas na região.

Os investidores gostaram do comentário do Barclays de que seus níveis de capital estão "bem acima" das exigências regulatórias e que por isso não precisa levantar mais fundos; da declaração do presidente do conselho do Santander, Emilio Botin, de que o grupo espera divulgar resultados "magníficos" de 2008; e do anúncio do ING de corte de despesas com a eliminação de 7 mil empregos e de que assinou um acordo com o governo da Holanda que garantirá 80% de suas hipotecas chamadas "Alt-A". Fora do eixo bancário, a Pfizer anunciou a compra da Wyeth, por US$ 68 bilhões em dinheiro e ações.

Diante de tal noticiário, os investidores deixaram em segundo plano os balanços fracos conhecidos hoje, entre eles o da Philips, do BNP Paribas e do McDonald''s.

No Brasil, a Bovespa foi sustentada por Petrobras e Vale e ajudada pelos papéis do Banco do Brasil. Quando Wall Street virou para baixo, o peso recaiu sobre Petrobras e os papéis de bancos. As ações da estatal doméstica voltaram a subir com a recuperação de Nova York. Os papéis ON avançaram 1,24% e os PN, 0,89%. O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York recuou 1,59%, para US$ 45,73.

Os investidores não gostaram muito do plano de investimentos anunciado na sexta-feira pela estatal, com o planejamento de 2009 a 2013, principalmente no que se refere ao elevado aporte de recursos em meio a uma crise econômica sem precedentes.

As ações da Vale acompanharam a recuperação dos preços dos metais no mercado externo e subiram 1,88% as ON e 2,47% as PNA. Banco do Brasil, por sua vez, esteve entre as maiores altas do Ibovespa por causa da revisão que a instituição fez nos cálculos de ativos e passivos atuariais, o que vai gerar um impacto positivo de R$ 2,520 bilhões no lucro do quarto trimestre de 2008. A ação ON avançou 6,09%.

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Confira a agenda do investidor para a última semana de janeiro

23/01/09 - 19h45

SÃO PAULO - Dentro da agenda para a última semana de janeiro, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos dados do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao quarto trimestre e à decisão de política monetária do Federal Reserve.

No cenário nacional, o destaque fica para a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento descreve os motivos por trás do corte de 100 pontos-base promovido na taxa básica de juro brasileira.

> Segunda-feira (26/1)

- Brasil

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

10h00 - O Banco Central publica a Nota do Setor Externo de dezembro, contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais computadas no período.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

- EUA

13h00 - A Conference Board apresenta o Leading Indicators referente ao mês de dezembro. O relatório compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra e permissões para construção.

13h00 - Será divulgado o Existing Home Sales referente ao mês de dezembro. O índice é responsável por medir as vendas de casas usadas no país.

> Terça-feira (27/1)

- Brasil

7h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC referente à terceira quadrissemana de janeiro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.

8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) anuncia a Sondagem do Consumidor de janeiro. O indicador é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.

10h00 - O Banco Central reporta a Nota de Política Monetária de dezembro, que traz estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de
bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.

10h00 - A instituição também publica a Nota de Mercado Aberto de dezembro, um relatório sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela instituição monetária.

- EUA

12h00 - A agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) divulga o S&P/Case-Shiller Home Price de novembro. O indicador denota a trajetória dos preços das casas nos EUA por meio de uma média móvel trimestral.

13h00 - Sai o Consumer Confidence referente ao mês de janeiro. O índice é responsável por medir a confiança dos consumidores norte-americanos.

Este será o primeiro dia da reunião do Fed, quando o colegiado se reúne para discutir as principais diretrizes econômicas do país.


> Quarta-feira (28/1)

- Brasil

10h00 - O BC anuncia a Nota de Política Fiscal do mês de dezembro, que revelará os gastos públicos realizados durante o período.

- EUA

14h00 - Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

17h15 - O Fed decidirá o novo patamar do juro básico norte-americano.


> Quinta-feira (29/1)

- Brasil

8h00 - A FGV apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de janeiro, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.

8h30 - O Banco Central divulga ao mercado a Ata do Copom referente à
última reunião.

- EUA

11h30 -
Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

11h30 - O Departamento de Comércio do
país revela o Durable Good Orders de dezembro, que avalia o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no período.

13h00 - Sairá o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas com compromisso de venda realizado durante o mês de dezembro.


> Sexta-feira (30/1)

- Brasil

8h00 - A FGV divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de janeiro, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.

- EUA

11h30 - O Departamento de Comércio revela os dados avançados do PIB e de seu deflator, ambos baseados no quarto trimestre.

12h45 - Será publicado o Chicago PMI referente ao mês de janeiro, que mede o nível de atividade industrial na região.

13h00 - A Universidade de Michigan divulga a versão revisada do Michigan Sentiment de janeiro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

13h00 - Será apresentado o Employment Cost Index referente ao quarto trimestre, responsável por mensurar o custo da mão-de-obra. O indicador é muito utilizado pelo mercado como medida de inflação.


Como começa a semana subsequente?

> Segunda-feira (2/2)

- Brasil

8h00 - A FGV publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à quarta quadrissemana de janeiro. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente ao mês de janeiro, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

- EUA

11h30 - Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de dezembro, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, assim como para o núcleo do PCE, medida de inflação mais acompanhada pelo Fed.


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ABERTURA - Esta semana é positiva, mas resultados nos EUA ainda preocupam

26/01/09 - 09h30

SÃO PAULO - Os mercados na Europa operam em alta nesta segunda-feira (26), diferentemente dos asiáticos, ao passo que o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, encerrou com ligeira desvalorização de 0,81%. Porém, apesar dos sinais predominantemente bons, influências negativas ainda preocupam a abertura.

De Tóquio a Londres, sem deixar de esquecer Nova York, a temporada de divulgação dos resultados operacionais promete fortes emoções. Nesse sentido, há uma avalanche de companhias norte-americanas a anunciarem seus números nas próximas sessões. Para esta sessão, Caterpillar e McDonald’s (antes da abertura de Wall Street), e American Express e Amgen (após o encerramento).

Dentre as quatro, apenas a empresa de fast food detém expectativas positivas na divulgação dos números, dado que, para as outras três, projeções de menores rendimentos são consenso entre os analistas. Cabe ressaltar que as ações do McDonald’s foram umas das únicas componentes do índice Dow Jones a fechar o ano passado com valorização em bolsa - mais um tópico a favor da companhia.

Indicadores em foco
Adentrando a agenda econômica doméstica, indicadores macroeconômicos permeiam o cenário. Às 10h00 (horário de Brasília), será divulgada a Nota do Setor Externo de dezembro, contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais computadas no período. Uma hora depois, olhos atentos a Balança Comercial da semana passada, responsável por mensurar o volume de importações e exportações nos últimos dias.

Encerrando no front interno, ênfase para o relatório Focus, avaliando as expectativas do mercado. Dentre as principais estimativas, a projeção de uma Selic a 11% ao ano no final de 2009 chama a atenção, ao passo que as previsões anteriores giravam em torno de 11,25%. O recente afrouxamento monetário pelo Copom explica parcialmente a mudança dos vieses do mercado.

Lá nos EUA, destaque para os indicadores Leading Indicators e Existing Home Sales, a serem divulgados às 13h00. O primeiro, compilando vários índices já divulgados, possui expectativa de recuo no decorrer de dezembro, enquanto o segundo, avaliador do montante de vendas de casas usadas em território norte-americano no último mês, também detém projeções de declínio pelo mercado.

Parâmetros
Ainda perduram as preocupações acerca dos resultados iminentes. Mesmo assim, os principais indicadores acionários europeus apresentam valorização nesta segunda-feira, graças à disparada de 60% dos papéis do londrino Barclays, após o banco transparecer tranquilidade no tocante aos seus investimentos e aos ativos adquiridos do Lehman Brothers.

Entre os bons ventos do velho continente e o pessimismo oriundo da América do Norte, a abertura do Ibovespa detém difícil prognóstico. No entanto, a variação do índice brasileiro deve depender de duas principais vertentes: a performance do mercado de commodities, que opera em alta, e os dados corporativos nos EUA.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Milhões seguem posse de Obama; discurso deve trazer pouco sobre economia

20/01/09 - 14h28

SÃO PAULO - Com pompas de coroação real, as festividades da posse de Barack Obama como novo presidente dos Estados Unidos ocorrem nesta terça-feira (20). Um marco na história do país, que leva milhões de pessoas às ruas de sua capital, Washington.
Inédita, a presença massiva da população norte-americana - estima-se que entre 3 e 4 milhões de pessoas acompanham as festividades - somente revela as enormes expectativas que pairam sobre o novo presidente, de quem se espera mudanças na condução das políticas externa, ambiental, saúde e, principalmente, econômica.

Coroação

Com o país imerso em um atoleiro econômico, o novo presidente pretende realizar o maior plano de gastos públicos desde o final da segunda guerra mundial, entre investimentos em infra-estrutura e cortes de impostos, a fim de estimular a atribulada economia do país.
Corais, orações, guarda de honra e juramentos - tudo prestigiado por milhões de pessoas comuns e mais algumas centenas de políticos e autoridades, ansiosos por ouvir as primeiras palavras de Barack Obama. Seja em tom messiânico ou sensato, dezenas de milhões de norte-americanos e outras tantas pessoas mais espalhadas pelo mundo, depositam nele suas esperanças.

No início da manhã, Barack Obama assistiu a uma cerimônia religiosa em igreja episcopal, tendo partido em seguida para a Casa Branca, onde se encontrou com George W. Bush e sua esposa, última parada antes de rumar para o Capitólio, sede do poder legislativo norte-americano, onde ocorrem festividades diversas, como um show da cantora Aretha Franklyn e a leitura de um poema.

Desafios

Entre as muitas comparações realizadas, espera-se que Obama adote postura semelhante à de Franklin D. Roosvelt. Tido como um dos maiores presidentes da história do país, foi responsável por reformas na regulação do sistema financeiro, construção da rede de proteção social e da promoção de enormes investimentos públicos para retirar a economia do país da Grande Depressão durante a década de 1930.
Todavia, antes de enviar dezenas de projetos de leis aos congressistas, o novo presidente precisará convencê-los de que a enorme elevação dos gastos públicos é necessária, para conter a mais grave crise desde então. Toda a decantada capacidade de negociação e trabalho conjunto de Obama será posta à prova logo em seus primeiros dias. Líderes do partido democrata têm por meta a aprovação do plano.

Lideres de seu partido no Congresso já revelaram alguns dos detalhes do pacote de estímulos econômicos endossado por Obama - US$ 825 bilhões, distribuídos entre investimentos públicos e redução de tributos sobre a população de menor renda e a classe média.
Por meio da renovação da infra-estrutura, aumento da eficiência energética e menores impostos para os que têm maior propensão ao consumo, a equipe econômica do novo presidente projeta ser capaz de gerar até 4 milhões de empregos - suficiente apenas para manter a taxa de desemprego do país em torno dos já preocupantes 7%, na visão de analistas.

Inspiração

Memoráveis discursos foram realizados durante a Inauguração da Presidência, como gostam de chamar a posse os norte-americanos. Em aproximadamente 20 minutos, Obama deverá discursar sobre a mentalidade egoísta que contribuiu para a crise econômica, além de chamar indivíduos e empresas a assumir responsabilidades por suas ações.

“O discurso inaugural do presidente Barack Obama deverá ser longo em esperança, mas curto em especificidades”, comentou o analista do banco UBS Amit Kara, em relação a possíveis detalhes do plano de estímulos econômicos. Possivelmente, exigência demais para o primeiro discurso de quem enfrentará tantas situações delicadas.

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Vale comunica ao mercado a data de divulgação de seus resultados: 19 de fevereiro


SÃO PAULO - Aguardado com grande expectativa pelo mercado, o desempenho opercional da Vale (VALE5, VALE3) no quarto trimestre do ano passado vem cercado de incertezas e precedido por recordes.

O enfraquecimento da demanda por commodities e a conseqüente retração em seus preços aparecem como possíveis vilões, enquanto os números extremamente positivos verificados no terceiro trimestre corroboram uma perspectiva mais favorável.
A data

O balanço será divulgado no dia 19 de fevereiro de 2009, quinta-feira, após o fechamento do mercado. No dia 20 de fevereiro, sexta-feira, será realizada conferência telefônica e webcast às 11h00, horário do Rio de Janeiro.

“A Vale divulgará simultaneamente resultados consolidados em BR GAAP (princípios de contabilidade geralmente aceitos no Brasil) e US GAAP (princípios de contabilidade geralmente aceitos nos Estados Unidos)”, declarou a empresa em nota enviada ao mercado.

Recordes no terceiro trimestre

Cabe lembrar que os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2008 vieram cercados de recordes e também superaram grande parte das projeções. A começar pelo lucro líquido, a mineradora somou R$ 12,433 bilhões, o que representa um crescimento de 167% frente ao mesmo período do ano passado.

Outra marca histórica superada foi a de receita operacional bruta. A companhia totalizou R$ 21,387 bilhões no período, aumento de 33,4% em relação ao mesmo período de 2007, determinado pelos efeitos causados pela variação dos preços dos produtos.
A companhia também destacou o recorde trimestral de embarques de minério de ferro e pelotas: 86,604 milhões de toneladas métricas, com expansão de 12,5% em relação ao período de junho a setembro de 2007.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Europa: bolsas caem puxadas por perdas de 64% do RBS

Os principais índices de ações europeus fecharam em queda nesta segunda-feira, pressionados pelos papéis do Royal Bank of Scotland (RBS), depois que a instituição disse que irá registrar um prejuízio de 28 bilhões de libras (US$ 41,34 bilhões) em 2008.

De acordo com dados preliminares, o índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais ações europeias, recuou 1,6%, para 790 pontos. Se confirmado, esse patamar pode ser o menor desde 21 de novembro, segundo dados da Reuters.

Os bancos foram os responsáveis pelas maiores perdas do índice e pela maior queda setorial. As ações do Royal Bank of Scotland afundaram 64,3%.

"Nós começamos com um pouco de otimismo, mas então as notícias sobre o RBS e os balanços dos bancos voltaram ao centro da atenção", disse o estrategista do Commerzbank, Hans-Juergen Delp. "O pior ainda está por vir", acrescentou.

Também no setor financeiro, BNP Paribas, Deutsche Bank e Lloyds caíram entre 5,7% e 30,8%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 0,93%, a 4.108 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,15%, para 4.316 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,9%, para 2.989 pontos.

Em Milão, o índice Mibtel encerrou em baixa de 1,35%, a 14.535 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou recuo de 1,45%, para 8.494 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,29%, para 6.363 pontos.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ibovespa define rumo no fim e tem alta modesta no dia, mas perde 5,4% na semana

SÃO PAULO - Para encerrar uma semana extremamente negativa, a bolsa enfrentou uma sexta-feira (16) marcada pela indefinição. Muito sensível à instabilidade de Wall Street, o Ibovespa só definiu tendência nos últimos instantes do pregão. Terminou bem dividido, refletindo um noticiário de prejuízos e resgates aos bancos norte-americanos e de referências díspares na agenda de indicadores.

Todos os olhares apontavam mais uma vez para o setor financeiro dos Estados Unidos. De um lado, o prejuízo de US$ 8,3 bilhões do Citi no trimestre, sua cisão em duas unidades independentes e o primeiro resultado negativo do Bank of America em 17 anos. Para compensar, o governo irá desembolsar cerca de US$ 400 bilhões em garantias e aportes para dar sobrevida às duas instituições.

Tarde movimentada
A tarde foi ainda mais movimentada. A fabricante de chips AMD e a Pfizer anunciaram demissões, rumores dão conta que a varejista Circuit City está próxima de liquidação após não chegar a um acordo com credores em sua recuperação judicial e o governo soltou mais US$ 1,5 bilhão, desta vez para o braço financeiro da montadora Chrysler. Não bastasse a diversidade de referências corporativas, a agenda confundia ainda mais o investidor.

A produção industrial dos EUA retraiu mais que o esperado e o CPI apontou deflação de 0,7% em dezembro, enquanto a prévia do índice de Confiança do Consumidor - da Universidade de Michigan - apontou melhora.

Imobiliárias e siderúrgicas
Acompanhando a resposta instável dos índices acionários norte-americanos, o Ibovespa oscilou muito durante a tarde. Em destaque, o setor imobiliário voltou a apresentar bom desempenho, ao passo que cresce entre representantes do segmento a esperança com prováveis medidas de incentivo do governo brasileiro à construção civil.

A sexta-feira também foi boa para as siderúrgicas, que se beneficiaram da valorização dos contratos futuros de alguns metais básicos, com destaque para o cobre e níquel. Assim como as bolsas, o petróleo preferiu a instabilidade, mas engatou alta em Nova York a instantes do fechamento do Ibovespa, beneficiando as ações da Petrobras, que ainda repercutiam alta de 1,3% em sua produção de óleo e gás em dezembro.

Dólar em R$ 2,342
O dólar comercial cedeu às intervenções do Bacen e fechou esta sexta-feira (16) com desvalorização de 1,93% na comparação com o real. Ainda assim, a moeda norte-americana terminou a semana cotada a R$ 2,342, acumulando valorização de 3,08% nas cinco sessões.

O Bacen realizou leilão de moeda no mercado à vista, com taxa de corte para a venda da moeda em R$ 2,34.

Ibovespa sobe no dia, cai forte na semana
Em mais um pregão de sobe-e-desce, o Ibovespa conseguiu engatar leve movimento ascendente no final das negociações, fechando a sexta-feira com valorização de 0,49%, a 39.341 pontos. A alta do dia foi insuficiente para apagar o forte saldo negativo acumulado na semana, de 5,39%. O volume financeiro totalizou R$ 3,54 bilhões.

As ações da Lojas Renner conseguiram dar continuidade à disparada da véspera e lideraram as altas do Ibovespa na sexta-feira, somando 7% de valorização da semana. Na ponta oposta, os papéis da Sadia apagaram os fortes ganhos da última sessão, encabeçando as perdas.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
LREN3 Lojas Renner ON 17,83 +8,39 +13,78 27,18M
GOLL4 Gol PN N2 11,60 +5,36 +17,05 10,16M
RSID3 Rossi Resid ON 4,50 +4,41 +19,05 8,81M
TCSL3 TIM Part ON 5,34 +4,09 +8,76 1,98M
LAME4 Lojas Americanas PN 6,50 +3,83 +3,67 19,01M


As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
SDIA4 Sadia PN 3,39 -7,12 -9,60 20,16M
RDCD3 Redecard ON 25,75 -4,66 +0,19 35,20M
BBAS3 Brasil ON 14,40 -4,00 -1,91 64,32M
ARCZ6 Aracruz PNB 2,66 -3,62 +6,83 19,51M
ITAU4 Itaubanco PN 23,95 -3,43 -7,97 166,01M


As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 24,28 +0,75 598,16M 544,98M 23.164
VALE5 Vale Rio Doce PNA 26,60 +0,76 593,78M 394,54M 15.914
ITAU4 Itaubanco PN 23,95 -3,43 166,01M 115,04M 10.029
BBDC4 Bradesco PN 21,20 -2,08 149,34M 113,71M 8.841
BVMF3 BMF Bovespa ON 6,35 +0,47 148,73M 124,91M 8.631
PETR3 Petrobras ON 29,00 +1,43 113,98M 101,85M 5.495
VALE3 Vale Rio Doce ON 30,00 +1,87 92,32M 112,02M 4.947
CSNA3 Sid Nacional ON 35,50 +2,45 89,12M 96,29M 4.484
ITSA4 Itausa PN 7,39 -3,27 79,33M 57,11M 4.734
GGBR4 Gerdau PN 17,08 +1,67 69,32M 71,81M 7.240
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

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